Com excelência da estética a roteiros, exibições contam com presença de diretores
A mostra on-line ‘Janelas do Interior’ está no ar hoje (quinta-feira), a partir dar 19h, com a exibição de filmes independentes e bate-papo com os seus respectivos diretores – procure na plataforma Youtube pela conta ‘Mostra Janelas do Interior’. A primeira edição do projeto apresenta produções em Piracicaba, Rio Claro e Campinas. São categorias que vão do drama à ficção cientifica, e que retratam temas como sociedades futuristas e governos autoritários, luta por habitação e sobrevivência, dependência afetiva e a solidão na velhice. O evento conta com recurso de acessibilidade e terá a presença da intérprete de libras, Flávia Garcia, durante a exibição dos filmes e do bate-papo.
O projeto é do cineasta piracicabano Gabriel Ávila em parceria da também cineasta Cris Mendes pela produtora Rubro Filmes. A mostra foi contemplada no edital Festivais e Centros de Cultura da Lei Aldir Blanc 2021. O debate acontece logo após a exibição dos filmes e será mediado por Cris Mendes. Os títulos que vão ao ar são ‘Contravozes’ de Rafael Ghiraldelli; ‘Penélope’, de Luciana Jacob; ‘Mulheres na Margem’, de Rogério Borges; e ‘Isadora faz a Festa’ de Roberto Machado – veja as sinopses no intertítulo.
Este é o segundo projeto de difusão de filmes independentes coordenado pela dupla Gabriel Ávila e Cris Mendes. Ambos são membros do coletivo audiovisual Cena 14, que luta por um projeto de lei para a chamada Cota de Tela municipal, que teve recepção no fim de 2021 para discussão no Legislativo piracicabano. A intenção é conseguir fazer exibições do cine alternativo à população.
SINOPSES
Em ‘Isadora faz a festa’ é contada a história de uma mulher na faixa etária dos 70 anos. A personagem central é vivida pela atriz Walderez de Barros – ela está atualmente na rede aberta com a personagem Ema, na reprise de Laços de Família (Globo, 2000). Isadora tenta fazer de seu presente um ritual de sobrevivência à morte sem culpa e sem julgamentos. ‘Mulheres na Margem’ mostra um grupo em busca de moradia digna, fugidas do alto custo do aluguel concomitante à baixa renda. A solidão com clímax no delírio está em ‘Penélope’. A personagem vive anos na rodoviária esperando pelo marido que nunca mais voltou – o cenário é bem conhecido dos piracicabanos, o Terminal Rodoviário da cidade. Mais caótico ainda é ‘Contravozes’, quando as matas sumiram, os oceanos engoliram a Terra e o planeta ficou infestado de fumaça e vírus.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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