11 de julho de 2026

Exportações e importações crescem e balança comercial fica negativa em US$ 113,5 milhões

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

As oito cidades que compõem a base da regional do Ciesp ainda compram mais lá fora do que vendem

O volume de exportações aumentou 13,1% para o resultado das oito cidades da regional Piracicaba do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). A base composta por Águas de São Pedro, São Pedro, Santa Maria da Serra, Charqueada, Laranjal Paulista, Rio das Pedras, Saltinho e Piracicaba vendeu mais em janeiro e fevereiro (US$ 358,8 milhões) para outros países frente ao mesmo período de 2021 (US$ 317,4 milhões). Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos compõem a grande fatia (64,9%) do comercializado no mercado internacional. Mesmo com o crescimento, a balança comercial do grupo de municípios ficou negativa em US$ 113,5 milhões porque as importações ainda superam as exportações na regional da entidade.

“Esse gap [exportações e importações], que está bastante defasado, vai depender de outras instalações [de empresas]. Segundo pesquisas do próprio Ciesp, uma balança comercial positiva poderia aparecer entre o segundo semestre e fim de 2022. Mas as eleições no Brasil e as crises econômicas instaladas no mundo deixam esta expectativa no campo da previsão, o que é bem diferente da consolidação de um cenário”, explica o gerente regional do Ciesp, Homero Scarso.

Os principais produtos exportados foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (64,9%), produtos químicos orgânicos (8,7%) e açúcares e produtos de confeitaria (6%). No período analisado, os principais destinos das exportações de Piracicaba foram Estados Unidos (31,8%), Canadá (4,7%) e Rússia (4,2%). E a grande novidade neste ranque de compradores da regional do Ciesp foi o aparecimento da Rússia.

“São negociações do ano passado e foi uma grande encomenda. Mas temos que lembrar que estamos falando ‘olhando no retrovisor’. São movimentos registrados em janeiro e fevereiro, e o conflito foi deflagrado no fim do segundo mês do ano. Não é possível saber o que foi comprado, mas, daqui para a frente, haverá dificuldade em manter volume tão crescente. Creio que, nos meses de março e abril, pode haver queda acentuada de vendas à Rússia”, contextualiza Scarso.

As exportações para o país governado por Vladimir Putin somaram US$ 14,9 milhões no primeiro bimestre deste ano – no mesmo período do ano passado o total foi de US$ 1,5 milhão.

IMPORTAÇÕES
Também houve crescimento das importações na base regional de Piracicaba do Ciesp. O conjunto de cidades comprou lá fora 18,9% mais em janeiro e fevereiro de 2022 no comparativo com os mesmos meses de 2021. Importamos US$ 472,3 milhões neste ano, volume maior do que o efetuado anteriormente, US$ 397,3 milhões.

Assim como a região vendeu mais máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, a mesma categoria figura em primeira colocada no volume de importações (45,5%). O ranque segue com veículos automóveis, tratores (15%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,7%). A principal vendedora para a regional do Ciesp foi a Coreia do Sul (28,3%), seguida pelos Estados Unidos (27,1%) e China (16,7%). Segundo o gerente regional Homero Scarso, a Coreia veio forte nestes meses por conta de novos investimentos no parque automotivo.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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