10 de julho de 2026

Store in store - estratégia para o varejo

Por Antonio Carlos Giuliani |
| Tempo de leitura: 3 min

Para muitas pessoas, falar do varejo no contexto atual representa pensar sobre o comércio eletrônico, o qual vem ganhando cada vez mais força no Brasil e no mundo. Nesse sentido, quais possíveis ações mercadológicas podem ser adotadas para as lojas físicas, a fim de mantê-las atraentes e rentáveis? O que isso pode significar para elas? No mercado de varejo, muitos temem as consequências do aumento da procura pelo comércio on-line, um receio até certo ponto compreensível. Diante desse quadro, o varejo físico precisa se reinventar e buscar oportunidades estratégicas para continuar como um ponto de venda (PDV) atrativo e competitivo no mercado. Ao contrário do que os mais pessimistas pensam, esse não será o fim do comércio face a face, mas, sim, uma chance de ele ser reinventado. E o store in store, em tradução livre, loja dentro de outra loja, um modelo que tem crescido muito no Brasil, pode ajudar nessa questão. Isso acontece quando uma loja hospeda outra loja e, assim, permite que uma ou mais marcas operem de forma independente em seu ambiente físico. A seguir, apresento como funciona e por que pode ser uma estratégia interessante para seu marketing. É um modelo de negócio segundo o qual uma loja oferece um espaço para outras menores em troca de uma taxa, como um aluguel. Isso porque, muitas vezes, uma loja pequena não tem condições de pagar por um espaço em um shopping, por exemplo. O store in store é uma opção mais barata do que alugar uma loja própria. O modelo store in store difere do modelo pop-up store, que é um espaço de venda aberto em um varejo maior por um período curto para realizar promoções ou ações sazonais. No modelo store in store é de longo prazo, o espaço fica locado por um período longo a ser definido entre ambas as lojas. O momento é desafiador para o varejista inovar e oferecer uma experiência completa e perfeita ao cliente, ações cada vez mais importantes. Apesar da recente popularidade, o referido modelo não é exatamente novo. Basta pensar em lanchonetes e pequenos estabelecimentos que há muito se encontram em aeroportos e hospitais. No mercado, existem diversas franquias que o utilizam. Porém, cada uma delas com diretrizes específicas para funcionar em parceria com outro estabelecimento. Quem apostou no modelo store in store como estratégia de expansão da marca foi a Love Gifts, com planejamento para abrir 20 unidades em 2022. Atualmente, ela possui 65 unidades em funcionamento e conta com mais de 2 mil itens à venda. O ticket médio de consumo é de R$ 100, e um terço dos produtos vendidos é fabricado pela própria empresa. A expectativa da marca até o final do ano é de ter 100 lojas ativas. A primeira loja nesse estilo da Love Gifts foi montada dentro da Nosso Granel, especializada em alimentos saudáveis. O CEO da Love Gifts, Fábio Farias, adotou o critério para selecionar o parceiro pautando-se no fato de que o público-alvo de ambas as marcas é semelhante. Com objetivo de atingir bons resultados, o varejo precisa executar bem seu planejamento sempre focando seu público. O modelo store in store ajuda a empresa a vender mais, alcançar mais consumidores e otimizar a experiência de compra de quem busca por produtos de forma on-line ou off-line.

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