11 de julho de 2026

Polícia Federal faz diligência em UPA e prefeitura fala de fim de contrato com OSS

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Cremesp apontou irregularidades na unidade depois de vistoria em janeiro

A PF (Polícia Federal) fez diligências nas instalações da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ‘Dr. Fortunato Losso Netto’, no Piracicamirim, na tarde desta quinta-feira (10). De acordo com a prefeitura, a presença de uma equipe de policiais federais na unidade se deve às denúncias que envolvem a gestão da UPA, que é feita pela OSS (Organização Social de Saúde) Cegecon - Centro de Gestão e Controle. A investigação federal, segundo apurou o Jornal de Piracicaba, também investiga suposto desvio de recursos destinados ao enfrentamento da covid-19, pela gestão da unidade.

Em nota, a administração municipal informou que o contrato com a OSS está em prazo final e não será renovado. “Sobre as irregularidades, foi instaurado procedimento administrativo conforme publicação feita no Diário Oficial em 22 de fevereiro, sendo que a OSS Cegecon apresentou sua defesa e o processo encontra-se em análise e parecer da Procuradoria Jurídica do Município”, informou.

No mesmo dia, o Departamento de Fiscalização do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) divulgou o resultado da vistoria realizada na UPA no final de janeiro. De acordo com a nota, o conselho fez a vistoria em 31 de janeiro na UPA Piracicamirim e identificou diversas falhas na prestação de serviço.

“A gestão dessa instituição pública municipal é feita de forma terceirizada pela Organização Social em Saúde Cegecon - Centro de Gestão e Controle, voltada ao atendimento médico de emergência da região dos bairros Sol Nascente, Cecap, Piracicamirim, Morumbi e outros do município de Piracicaba. A fiscalização do Conselho concluiu que os problemas apresentados pela unidade prejudicavam diretamente o atendimento aos pacientes. Além disso, uma forte chuva que antecedeu a fiscalização fez com que a água se acumulasse nos ambientes e evidenciasse a falta de manutenção na UPA, mesmo possuindo área física adequada às normas sanitárias vigentes”, informou.

As irregularidades apontadas se referem à infraestrutura. Segundo o relatório, devido à chuva houve vazamento de água por toda a unidade, alagamento de algumas áreas e presença de bolor e mofo nas paredes; há má ventilação no local.

Em relação aos plantões médicos, o diretor técnico da UPA, Pedro Albuquerque, as escalas não estão completas, já que houve a saída de 20 médicos fixos, nos últimos dez dias, sem aviso formal prévio.

O Cremesp apontou ainda que funcionários trabalham acima da capacidade, já que há um déficit de médicos e enfermeiros. Além disso, há classificação de risco realizada de maneira inadequada, estrutura insuficiente para a complexidade dos pacientes internados, falta de retaguarda laboratorial, radiológica e de centro cirúrgicos, dificuldade na regulação/transferência de pacientes; falta de comissões obrigatórias e falta de privacidade para as informações dos pacientes.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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