Informações foram publicadas no Diário Oficial do município e no site da Secretaria Municipal de Finanças
A área da saúde municipal encerrou 2021 com R$ 52,28 milhões de saldo. De responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, a categoria com mais dinheiro em caixa foi a de Assistência Hospitalar e Ambulatorial, com um total de R$ 20,75 milhões. Por definição, a área hospitalar é todo o complexo da internação do paciente, contemplando infraestrutura para UTI (Unidade de Terapia Intensiva) a medicação e exames. Na área ambulatorial, o paciente deve ter acesso às consultas com um médico e também realizar exames.
Os valores da Saúde pública constam na execução orçamentária do ano passado, informações publicadas no DOM (Diário Oficial do Município) do fim de janeiro deste ano, dados também disponíveis no site da Secretaria Municipal de Finanças.
Ainda sobre as categorias com mais saldo em 2021, em segundo lugar está a atenção básica, com um sobressalente de R$ 9,69 milhões. A Atenção Básica ou Atenção Primária é conhecida como a ‘porta de entrada’ dos usuários nos sistemas de saúde.
Conforme a Fiocruz, este atendimento tem por objetivo é orientar sobre a prevenção de doenças, solucionar os possíveis casos de agravos e direcionar os mais graves para níveis de atendimento superiores em complexidade.
A Atenção Básica funciona, portanto, como um filtro capaz de organizar o fluxo dos serviços nas redes de saúde, dos mais simples aos mais complexos.
A Atenção Básica está implementada em várias frentes de serviço e trabalho, como a ESF (Estratégia de Saúde da Família), responsável por levar serviços multidisciplinares às comunidades por meio das UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Consultas, exames, vacinas, radiografias e outros procedimentos são disponibilizados aos usuários nas UBSs. Outras atividades também estão nesta área, como equipes para atender: pessoas em situação de rua, em domicílio, saúde bucal e saúde nas comunidades.
Em segundo lugar do ranking com maior saldo na saúde pública piracicabana ficou o Suporte Profilático e Terapêutico, com R$ 1,92 milhão – esta área está direcionada às ações voltadas para a produção, distribuição e suprimento de drogas e produtos farmacêuticos em geral. A Vigilância Epidemiológica aparece em terceiro, com R$ 1,05 milhão, e é seguida pela Vigilância Sanitária, com saldo de R$ 663,06 mil. Em último lugar ficou Alimentação e Nutrição, que não teve nenhuma previsão de recursos durante todo o ano e, portanto, não ganhou investimentos e nem ficou com saldo em 2021.
INVESTIMENTOS
Em 2021, a prefeitura investiu R$ 439,24 milhões na rede municipal de saúde. Na ordem de maior para menor investimento ficaram: em primeiro Assistência Hospitalar e Ambulatorial com a aplicação de R$ 236,67 milhões; em segundo, Atenção Básica com R$ 110,69 milhões; em terceiro a Vigilância Sanitária com R$ 12,93 milhões; e em quarto, Suporte Profilático e Terapêutico com R$ 3,09 milhões.
NOTA DA PREFEITURA
“Alguns recursos da área da Saúde possuem destinação específica e devem ser usados apenas para sua finalidade inicial, não podendo ser transferidos para outro setor, segmento ou mesmo obras de infraestrutura. A Pasta salienta que não existe perda de recursos, pois, quando não utilizado no exercício vigente o mesmo é transferido para o exercício seguinte. O ano de 2021, ainda afetado pela pandemia [de covid-19], fez com que alguns serviços de saúde fossem reduzidos, como os atendimentos eletivos, por exemplo, o que implicou na redução da aplicação prevista para o serviço.”
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
LEIA MAIS