10 de julho de 2026

Baque Caipira leva maracatu ao encontro de outros ritmos da periferia

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Há uma série de atividades com início em março no projeto que segue até junho

O grupo piracicabano de maracatu, Baque Caipira, está com inscrições abertas para o projeto ‘Territórios Férteis: O Baque das Culturas Periféricas’ – para participar ligue para o telefone (19) 9.9269-6852. Os encontros acontecem nesse primeiro semestre na região norte da cidade, nos bairros Monte Rey II e Boa Esperança, e têm início no sábado, dia 5 de março. As inscrições seguem até o início das atividades e podem participar pessoas de todas as idades, que residam ou não na localidade.

A proposta do projeto é a de realizar um encontro entre o grupo de maracatu e outras manifestações culturais presentes em comunidades periféricas, como o hip hop, capoeira e dança afro. No primeiro semestre, o projeto será desenvolvido no bairro Monte Rey II e Boa Esperança, em diálogo com a capoeira e a dança afro. Já no segundo semestre, a relação se dá entre o maracatu e o hip hop, nos bairros Santa fé e Novo Horizonte.

As ações contemplam oficinas, apresentações, rodas de conversa, cortejos e estudos em conjunto. O objetivo é o de possibilitar trocas de saberes e criações que valorizem a diversidade da cultura popular em diferentes territórios. As quatro primeiras atividades, em março, nos dias 5, 12, 19 e 26, têm a perspectiva da vivência dos elementos formativos que constituem o trabalho do Baque Caipira, como o ritmo, o canto, a dança, a prática percussiva dos instrumentos e a história do maracatu de baque virado. Essas oficinas serão realizadas no Centro de Lazer do Jardim Boa Esperança.

Na sequência, nos meses de abril e maio, será a vez dos núcleos de cultura popular dos bairros, com o grupo de Capoeira Angola da EPCA (Escola Piracicabana de Capoeira Angola), sob orientação do Contra Mestre Vaguinho, e o Grupo Abayomi - Encontro Preciso de Dança Afro, com condução de Evelin Helena Farias. Neste momento, além de oficinas práticas da expressão desenvolvidas pelos grupos, a proposta inclui também um processo experimental com combinações entre as linguagens, composição conjunta e rodas de conversa sobre as atividades e criações.

Por fim, no dia 11 de junho, acontece o encerramento com o Cortejo Antropofágico, composto pelos batuqueiros do Baque Caipira e pelos grupos e pessoas participantes e pela comunidade local.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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