Morador da Comunidade Renascer contou que foi atropelado por servidor público propositalmente
Cerca de 300 manifestantes participaram do ato promovido pelas comunidades Renascer e Vitória-Pantanal nesta sexta-feira (18). A manifestação contou com passeata e concentração em frente ao Centro Cívico. No local, os representantes dos moradores foram recebidos pelo secretário de Governo, Carlos Beltrame. De acordo com Juliana Garcia, a posição da prefeitura é que ela não faz parte do processo de desocupação da área da comunidade Renascer, por isso não pode tomar nenhuma atitude diretamente.
“Ele (secretário) disse que vão buscar uma reunião, mas deixou claro que por eles, não dá para fazer nada”, disse Juliana Garcia, moradora do Renascer. “Nós vamos continuar se for preciso, com as mobilizações, unir forças com as outras comunidades”, acrescentou. Os moradores das comunidades cobram a conclusão de um programa habitacional pela Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba) que contemple as famílias das comunidades.
No ano passado, as comunidades realizaram manifestações como a de ontem e conseguiram abrir o diálogo com o Prefeitura. A intenção do grupo é que as conversas continuem e surtam efeitos.
ATROPELAMENTO
Durante o ato desta sexta-feira, foi registrado um Boletim de Ocorrência depois que um motorista de 21 anos disse ter sido atropelado por um servidor público, de 36.
De acordo com o documento da Polícia Civil, o manifestante contou que orientava os motoristas nas proximidades da prefeitura quando o funcionário avançou com o carro contra ele. Para não ser atropelado ele disse que pulou sobre o capô do veículo e o motorista passou a fazer zigue-zague com o intuito de derrubá-lo.
Já o servidor contou que teve o carro cercado por um grupo de manifestantes que passaram a chutar e dar socos na lataria do carro. Ele disse que pediu para os homens parassem, o que não aconteceu.
O funcionário então, arrancou com o carro e o manifestante pulou sobre o capô. Ele contou que por duas ocasiões parou o carro para que o homem descesse, o que não aconteceu. A Guarda Civil acompanhou as partes até a delegacia onde o boletim foi registrado. O manifestante foi encaminhado para exame de corpo de delito pois teria apresentado ferimento na orelha.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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