09 de julho de 2026

Café sobe 66% em 2021; preço da cesta em dezembro fecha em R$ 701,91

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo com alta dos alimentos, brasileiro comprou 3% mais no ano passado

Levantamento de 2021 sobre produtos mais procurados em supermercados mostra um ranking com maior elevação de preços: em ordem crescente, o café torrado e moído ficou 66,6% mais caro e foi seguido extrato de tomate (28,4%), tomate (24,8%), ovo (23,6%), sabonete (22,6%) e biscoito maisena (22,3%) – a carne, muito noticiada com a questão da venda e procura por ossos como alimento, aparece em 10º lugar, com aumento de preço de 10% no ano para o tipo dianteiro, cortes de segunda. Agora os itens com redução foram: batata (-28,7%), arroz (-17,7%) e pernil (-9,1%). Os números são da pesquisa Consumo nos Lares Brasileiros, monitoramento mensalmente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Mesmo com os preços mais ‘salgados’, o índice de consumo manteve sua trajetória positiva de crescimento e encerrou 2021 com alta acumulada de 3,04%.

“O resultado positivo do Consumo nos Lares acumulado no ano veio do esforço e da adaptação dos supermercados para entender o cenário macroeconômico, as mudanças nos hábitos de compra do consumidor e, prontamente, buscar junto aos fornecedores opções de marcas, tamanhos de embalagens e, principalmente, fazer muita ação promocional no segundo semestre, para atender um consumidor com renda mais restrita”, explica o vice-presidente institucional da Abras, Marcio Milan.

Assim como a inflação subiu na casa dos 10% durante 2021, a cesta Abrasmercado composta por 35 produtos encerrou o ano com alta acumulada de 10,32%. Os motivos apontados pela entidade foram aumento nos custos motivados na própria produção, energia elétrica, combustíveis e fretes.

O preço da cesta para o cenário nacional passou de R$ 635,02 em dezembro de 2020 para R$ 700,53 em dezembro de 2021. No interior paulista, o mesmo conjunto de produtos custava em outubro passado R$ 703,88 e, no mês seguinte, R$ 709,69, fechando dezembro por R$ 701,91.

2022
Entre os fatores que poderão inibir o consumo e ascendem um sinal de alerta para Abras estão: a queda de cinco pontos no Índice de Confiança do Consumidor (FGV); inflação de 5%; redução de 7% no salário de trabalhadores com carteira assinada; nível de endividamento das famílias em 75%; e PIB (Produto Interno Bruto) com baixíssimo crescimento de 0,5%. A liberação de programas de distribuição de renda e benefícios previdenciários são aguardados como estímulo ao consumo nos supermercados.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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