10 de julho de 2026

Rio das Pedras ocupa 20º lugar em queda de raios no Estado de São Paulo, aponta estudo do Inpe

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Limeira vem na sequencia em 55º lugar, seguida por Iracemápolis, na 61ª posição e Piracicaba em 150º

Rio das Pedras é a cidade com maior incidência de raios na RMP (Região Metropolitana de Piracicaba) e ocupa o 20º lugar no ranking do Estado de São Paulo. O levantamento é feito pelo Elat – Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Limeira vem na sequencia em 55º lugar, seguida por Iracemápolis, na 61ª posição. Piracicaba ocupa o 150º lugar. De acordo com as informações do Elat, a cidade registrou a queda de 28.838 raios no ano passado. No anos anteriores foram 51.924 descargas em 2020, 77.146 em 2019 e outros 22.004 raios em 2018.

O levantamento é feito pela rede BrasilDAT Dataset operada pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica. A rede integra dados de mais de 110 sensores de superfície de três diferentes tecnologias espalhados por todo o Brasil.

Quando um raio acontece, ele emite ondas eletromagnéticas que se propagam pelo espaço e são captadas pelo sensores de superfície. Os dados dos sensores são analisados de modo a obter a informação do momento exato em que ocorreu, local de incidência e a intensidade da corrente.

Um estudo inédito, realizado em 2020 analisou as mortes por raios no Brasil e orienta como as pessoas devem se proteger durante as tempestades. Segundo o levantamento, o Brasil é o líder em incidência de raios no mundo, com cerca de 77,8 milhões de descargas para o solo a cada ano.

Quanto ao número de mortes provocadas pelo fenômeno, o país ocupa a sétima posição mundial: neste século já foram registrados 2.194 casos; uma média de 110 casos por ano no período. O levantamento foi elaborado pelo Elat, reunindo informações coletadas pelo Departamento de Informações e Análise Epidemiológica do Ministério da Saúde, veículos da imprensa e dados de população do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no período de 2000 a 2019.

Com base no levantamento, o Elat lançou uma cartilha de proteção contra raios com orientações inéditas de como se proteger do fenômeno no Brasil.

“O estudo representa um dos levantamentos mais detalhados sobre mortes por raios no mundo e deve contribuir muito para reduzir as mortes no país”, comentou Osmar Pinto Júnior, coordenador do Elat-Inpe.

Entre os principais resultados do levantamento, o Sudeste concentra o maior número de casos (26%) e a maior parte das mortes (67%) ocorreu no verão e primavera - estações mais quentes do ano e por isto com maior número de tempestades e raios. Os homens representam a maior parte dos casos (82%), enquanto as mulheres representam 18% dos óbitos.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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