11 de julho de 2026

Contrato do transporte público coletivo passa por inquérito na Procuradoria Geral do município

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Investigações apuram possíveis irregularidades, inclusive do Elevar; prefeitura não informa motivo nem responsáveis

Irregularidades e responsabilidades sobre a contratação do transporte público coletivo e projeto Elevar – destinados aos cidadãos com deficiência motora severa ou com mobilidade reduzida – estão sob apuração na Procuradoria Geral de Piracicaba. A informação sobre abertura do inquérito foi publicada no DOM (Diário Oficial do Município) do último dia 17 de janeiro e é assinada pelo presidente da Comissão Permanente e Processante e de Sindicância, Marcelo Magro Maroun. Desde o dia seguinte à publicação, a reportagem do JP tenta saber com a prefeitura quais foram as irregularidades e quem está sob investigação da procuradoria e por qual motivo – inclusive foi pedida uma cópia do documento de abertura da sindicância.

Após mais de duas semanas, a assessoria da atual gestão respondeu que a “abertura de sindicância tem como objetivo o compromisso desta administração com a transparência”, mas que “mais detalhes poderão ser informados após a finalização do processo”. Portanto, não foi possível saber qual o problema em apuração. A Tupi (Transporte Urbano de Piracicaba), da Trans Acreana, opera o serviço por meio de contrato emergencial desde maio de 2020. A última licitação para o transporte pública foi encerrada no dia 8 de maio do mesmo ano, quando foi iniciada uma sequência ininterrupta de emergenciais quem vem sendo fechados sucessivamente pelas administrações do ex-prefeito Barjas Negri (PSDB) e do atual, Luciano Almeida (DEM). Na data referida, a Piracicaba Via Ágil e a prefeitura assinaram rescisão contratual de forma amigável, informou o Executivo na época.

Uma nova licitação foi anunciada no fim de dezembro do ano passado. Entretanto, esta concessão do transporte público de Piracicaba teve o processo suspenso no último dia 21 de janeiro. O pregão deixou de ser realizado porque houve questionamentos técnicos por parte de duas empresas participantes da disputa, informou a prefeitura. A atual gestão não prestou esclarecimentos sobre os motivos apontados e que levaram à paralização da concorrência. “Os questionamentos serão esclarecidos e a licitação será retomada assim que possível”, disse a Semuttran (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes) por meio da assessoria. Por ora, não há notícias do andamento do processo licitatório.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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