09 de julho de 2026

Esalq/USP retoma terapia com cavalos e abre agendamento pago para população

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Atendimento gratuito está com vagas esgotadas, mas escola passa a oferecer serviço pago, inclusive recreativo

O projeto com equoterapia da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo) está de volta com aulas para reabilitação de pessoas com deficiência. Fechado desde o início da pandemia de covid-19, o programa traz uma novidade: estão abertas as inscrições a toda comunidade para as atividades comos cavalos, de crianças a adultos. São atividades com fins terapêutico, educacional, esportivo e recreativo, ministradas em aulas individuais e coletivas com inúmeros benefícios aos participantes. Todas as práticas custam R$ 100 por pessoa e devem ser agendadas no site da Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz)– acesse ‘fealq.org.br/equoterapia’ e para ver os horários disponíveis, veja em ‘https://doity.com.br/servico-de-equoterapia’.

A ampliação do projeto para a população tem por objetivo manter em funcionamento toda a estrutura– incluindo serviços de manutenção geral, salários de equitador, psicólogo e fisioterapeuta, tratamento dos cavalos, entre outras despesas. Serão oferecidas aulasde equitação lúdica e volteio interativo, além do Happy Horse Day (dia feliz com cavalos, em tradução livre). As
atividades têm início na próxima segunda-feira (dia 17).

As práticas acontecem ao ar livre, nas dependências do Setor de Equinocultura da Esalq (avenida Pádua Dias, 11), com condução de uma equipe multidisciplinar. Durante as atividades, são desenvolvidas habilidades físicas, emocionais e sociais
entre os participantes.

TERAPÊUTICO
A equoterapia da Esalq-USP como auxílio aos deficientes será retoma no próximo dia 20 (quinta-feira), mas os atendimentos gratuitos estão com as vagas esgotadas. Para os que podem pagar, a novidade é a opção Equoterapia Solidária – veja em ‘fealq.org.br/equoterapia/equoterapia/’, com custo de R$ 100 por aula. A capacidade das aulas pagas é receber 12 praticantes, com idade a partir de três anos.

Idealizado pelo professor do Departamento de Zootecnia da Esalq, Claudio Maluf Haddad em 2001, o projeto já realizou mais de 30 mil atendimentos principalmente a famílias de baixa renda. O último edital para o formato gratuito foi divulgado no final do ano passado, quando foram recebidas 29 inscrições, com seleção de 17 crianças e 12 delas terão início imediato na próxima semana – cinco estão em lista de espera.

"A terapia não tem prazo para acabar, pois, depende do progresso de cada praticante. A publicação de um novo edital acontecerá mediante a disponibilidade de vagas. Mas, pelo atual status, estamos com fila de espera. Também há a possibilidade de abertura de nova turma, o que demanda recursos”, esclarece a assessoria da Fealq.

Sob gestão administrativa dos professores Sila Carneiro da SilvaeGerson Barreto Mourão, ambos do Departamento de Zootecnia, e gestão técnica da professora Roberta Ariboni Brandi (Zootecnia da FZEA-USP), a iniciativa é mantida com apoio
da Fealq e conta com auxílio de voluntários, estudantes de graduação de diferentes cursos, além de empresas que patrocinam a ação.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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