Levantamento aponta que 52% dos eleitores ouvidos ainda não sabem em quem votar para presidente
Pesquisa realizada pela Quaest/Genial aponta que 55% dos entrevistados classificam o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) como pior do que o esperado. Entre os entrevistados, 28% avaliam o governo como nem melhor nem pior e outros 15% apontam como melhor que o esperado. Já entre os eleitores do mandatário, 36% deles acham que a forma de governo está pior do que o previsto. Nesse grupo, 34% avaliaram como nem melhor nem pior e 29% classificaram o governo do militar como melhor que o esperado.
O estudo também revela que 52% dos eleitores ouvidos ainda não sabem em quem votar (indecisos) para presidente nas eleições deste ano. Do total de 2,000 entrevistados, 63% deles desaprovam a forma como o presidente Jair Bolsonaro tem lidado com o enfrentamento da pandemia de covid-19, outros 58% não concordam com a maneira como o Governo Federal tem enfrentado a corrupção e 80% rejeitam o combate à inflação praticado pela equipe de Bolsonaro. Ainda nesse tópico, o governo recebeu 61% de rejeição para a redução da criminalidade e violência, 63% não aprovam a política de geração de empregos e outros 61% reprovam a forma de combate às queimadas na Amazônia. O percentual mais alto de aprovação recebido pelo governo Bolsonaro foi de 34% dos entrevistados, que aprovam o combate à corrupção.
Quanto a avaliação geral do Governo Federal nas opções positivo, negativo e regular, 50% classificam como negativo, 25% como regular e outros 22% atribuíram a avaliação positiva. Entre os entrevistados desse tópico, 55% são mulheres, que classificaram a gestão de Jair Bolsonaro como negativa.
ELEIÇÕES
Na pesquisa de intenção de voto para presidente da República no primeiro turno, a pesquisa Quqest/Genial aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial com 45% da preferência. Segundo o estudo, o petista tem chances de vitória ainda no primeiro turno. De acordo com a pesquisa, o presidente Jair Bolsonaro (PL) teria 23% dos votos e o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), 9%. O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) ficaria com 5% e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), aparece com 3% de intenções. A senadora Simone Tebet (MDB), aparece com 1% dos votos. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) e o empresário Felipe D’Ávila (Novo) não pontuaram na pesquisa.
Em todos os cenários de um eventual segundo turno, a pesquisa mostra que Lula venceria todos os concorrentes. Contra Bolsonaro, o placar seria de 54% contra 30%. Contra Moro, o resultado seria de 50% a 30% e, contra Ciro, 52% a 21%. Já Bolsonaro, além de perder para Lula, também seria derrotado por Moro e por Ciro pelos placares de 30% a 36% e de 32% a 39%, respectivamente. Na questão proposta pela pesquisa quanto ao conhecimento do candidato, 18% informaram que conhecem e votam em Bolsonaro e 66% afirmaram conhecer e não votar no presidente. Em relação a Lula, 36% admitiram conhecer e votar no petista e outros 43% afirmaram conhecer e não votar no ex-presidente. Votos em branco, nulos e pessoas que não pretendem votar somaram 8% dos votos; já os indecisos são 4% dos entrevistados.
SOBRE A PESQUISA
A pesquisa entrevistou 2,000 pessoas acima de 16 anos de idade, em 120 cidades brasileiras entre os dias 6 e 9 de janeiro deste ano. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Essa pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-00075/2022.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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