10 de julho de 2026

Associação nacional de lojas satélites pressionam shoppings do País a reduzirem horários de funcionamento

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Shopping Piracicaba não informa sobre casos e movimento

Uma associação de grandes marcas presentes em shoppings do Brasil, com lojas também no centro de compras de Piracicaba, quer reduzir o horário de funcionamento para conter a transmissão de covid-19 e diminuir impactos nos custos da operação por conta do baixo movimento de consumidores. Beluga (vestiário feminino), Havaianas, Jogê (moda íntima), Loterias Caixa (lotérica) e Side Walk (calçados) funcionam no Shopping Piracicaba e são associadas da Ablos (Associação Brasileira dos Lojistas Satélites). O JP entrevistou um funcionário do shopping local, que relatou sobre a situação informando que a preocupação da associação não se aplica ao centro de compras, que está bem movimentado e com poucas infecções entre os trabalhadores.

A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) foi questionada sobre a posição da Ablos e levantamentos de quantos funcionários foram contaminados pela covid-19 e comportamento do consumo no complexo de compras – as duas últimas perguntas não foram respondidas. “A Abrasce reforça que a saúde das pessoas vem sempre em primeiro lugar, por isso, desde o início da pandemia, o setor investiu em iniciativas sanitárias e vem seguindo todas as orientações das autoridades competentes. Sobre os novos casos de covid e influenza, as situações estão sendo acompanhadas de perto e vale salientar que há cenários divergentes entre os mais de 100 mil lojistas e 600 shoppings no país, o que requer um olhar único para cada caso pontual e não uma regra generalizada que inviabiliza o setor, uma vez que já foi exposto que os shoppings são capazes de operar com responsabilidade e segurança”, diz a associação dos shoppings por meio de nota à imprensa.

“Não creio que a redução do horário de abertura do shopping funcione de alguma forma [para deter a covid]. O que pode funcionar é o trabalho com escalas diferentes para cada funcionário, implicando em menos pessoas dentro da loja. O movimento caiu bastante, mas, desde novembro, estamos com um aquecimento muito grande e shopping lotado. Houve dias que não tinham vagas de estacionamento. Não tivemos muitos casos de funcionários infectados no shopping, começou a aparecer alguns agora, no fim de dezembro”, conta um trabalhador do complexo de compras que atua há seis anos no local, e que teve sua identidade preservada a fim de evitar prejuízos no emprego.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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