09 de julho de 2026

Horto Central ganha licitação para operar a merenda, mas empresa entra com recurso

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

A partir deste ano, a prefeitura não coordena mais o trabalho nas escolas estaduais e SP irá gerir o serviço

A Horto Central de Marataízes é a vencedora do pregão para preparo da merenda nas escolas estaduais de Piracicaba. Entretanto, a empresa Especialy entrou com recurso que correrá dentro de um prazo de seis dias divididos em duas fases para posicionamento de cada uma das candidatas. A Horto ofereceu os serviços por R$ 17 milhões e foi ranqueada em primeiro lugar na ata do certame. Já a Especialy está em 17º lugar com uma proposta de operar na cidade por R$ 600 milhões. O valor de referência utilizado para o edital foi de R$ 34,45 milhões. O Estado identificou 1.732 empresas como potenciais fornecedoras da mão de obra e 20 foram classificadas para a disputa do serviço. O valor mais alto pedido foi da RJ Comércio & Prestação de Serviços Gerais com um lance final de R$ 150 bilhões.

A primeira licitação do Governo do Estado de São Paulo foi anulada e uma segunda versão foi disputada entre esta quinta-feira (da 6) e ontem (sexta-feira). Mas o pregoeiro Sergio Henrique Rodrigues aceitou queixa da Especialy contra a Horto sobre planilha de custos e documentos de habilitação – o que deverá ser demonstrado pela empresa perdedora em peça recursal.

“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informa que o pregão do link enviado pela jornalista [do JP] foi, de fato, anulado por um erro material em sistema e em ato contínuo, ocorreu uma nova licitação para o objeto. O processo está em fase de habilidade e iniciou-se o prazo de três dias para a interposição de recursos e mais três dias para contrarrazões. Existe um recurso ativo.”

A Horto, empresa de Espírito Santo, já é conhecida na cidade e indicada como boa contratante por parte das merendeiras. Mas, desta vez, a empresa não entregará alimentos – alguns produtos fornecidos na época foram objeto de reclamação quanto a qualidade por parte do CAE (Conselho de Alimentação Escolar) o que gerou uma readequação dos produtos entregues às escolas.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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