10 de julho de 2026

Família comemora centenário de nascimento da professora Maria Cecília Ayres Guidetti Zagatto

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Educadora teve a vida dedicada à família e à educação

Nesta segunda-feira, 3 de janeiro, foi comemorado o centenário de nascimento da professora Maria Cecília Ayres Guidetti Zagatto. Nascida em Pirassununga, Maria Cecília veio para Piracicaba aos nove anos de idade. Filha de Elias de Mello Ayres e esposa de Alcides Guidetti Zagatto, ela faleceu aos 94 anos, no dia 18 de abril de 2016. Conhecida pela educação e elegância, ela atuou por mais de 50 anos como professora em escolas de Piracicaba. Entre as matérias que lecionava, ela não escondia a predileção por história, como relata o neto estudante de direito, João Victor Penha.

O caçula conta do prazer que Maria Cecília sempre teve em escrever. A professora é autora do hino ao cinquentenário da Revolução de 32 e participava comissão organizadora das comemorações que aconteciam na praça José Bonifácio. “Uma coisa que ela se orgulhava bastante era ter composto o hino”, contou. Mesmo após se aposentar como educadora, Maria Cecília se manteve ativa como da Academia Piracicabana de Letras, onde recebeu a medalha literária Haldumont Nobre Ferraz. “Por estar sempre na ativa, ela se tornou membro do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba)”, observou.

De acordo com o presidente do instituto, Pedro Maurano, na década de 1.980 a professora atuou com como secretária e tesoureira do insituto. “A senhora Maria Cecília foi diretora de 1982 a 1985 e uma grande colaboradora do nosso IHGP”, destacou.

“Metade da população de Piracicaba foi aluna dela”, brinca a filha e também professora e engenheira civil, Maria José Ayres Guidetti Zagatto. Ela enaltece o papel da professora e destaca a atuação de Maria Cecília em atividades religiosas e culturais. “Ela era filha de Maria, sendo a primeira secretária da Pia União de Santo Antônio, era benfeitora da Escola de Mães e participava das atividades do Museu Histórico Dr. Prudente de Moraes Barros”, disse.

Mas é como mãe que Maria José destaca a personalidade da professora. Viúva aos 47 anos, ela se dedicou à criação e educação dos filhos , na época, com idades entre 5 meses e 22 anos. “O que mais me marca é a herança de amor e coragem deixada. Se eu pudesse, lhe diria hoje: Amo-te para sempre!”. A professora deixou dez filhos, 21 netos e 13 bisnetos.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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