10 de julho de 2026

Rede de saúde particular em Piracicaba registra aumento na demanda de pacientes nos últimos dias

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Segundo o médico infectologista, duração dos sintomas da síndrome gripal leva em média sete dias

Além das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), hospitais da rede privada de saúde têm registrado aumento no atendimento de pacientes com sintomas gripais em Piracicaba. De acordo com as informações da Santa Casa, no mês de novembro foi registrada uma media diária de 15 casos e, em dezembro, o número mais que o número aumentou duas vezes. Segundo a instituição, de 21 a 26 de dezembro foram 45 casos por dia, sendo que na segunda-feira (27) foram 103 atendimentos e na terça-feira (28), outros 98 casos. Já a Unimed, informou que, nos últimos dias, a procura pelo atendimento de urgência e emergência no Hospital da cooperativa teve aumento de 73%.

A Unimed informou que tem enviado testes para a Vigilância Epidemiológica do município para que sejam identificados o subtipo pelo Instituto Adolpho Lutz, que realiza a análise. “Até o momento, detectamos cinco casos de Influenza A positivos, sendo quatro destes em investigação para o H3N2”, informou.

Dados da cooperativa médica apontam que a segunda semana de dezembro foi marcada por um aumento significativo e, desde então, a procura ‘tem se intensificado consideravelmente’. “Nesta última semana do mês, por exemplo, registramos alta de 73% se comparada à semana anterior”, informou.

De acordo com o infectologista coordenador do CIH (Controle de Infecção Hospitalar) da Santa Casa de Piracicaba, Hamilton Bonilha, a cepa H3N2, que tem acometido um número significativo de pessoas, com a necessidade de procurar os hospitais chegou ao Brasil em julho proveniente da Austrália (cepa Darwin). "Essa cepa tem levado a sintomas gripais mais intensos, principalmente febre alta, dores no corpo, congestão nasal, cansaço excessivo, dor de garganta e, às vezes, diarreia", explicou.

Segundo o médico, a duração dos sintomas leva em média sete dias. "Alguns relatam sintomas até mais intensos que a da covid-19 em sua forma mais branda. Nesse momento, o importante é excluir o diagnóstico da covid-19 com o teste rápido do antígeno, pois o diagnóstico de Influenza A H3N2 é por exclusão, clínica e epidemiologia, mesmo porque, os testes rápidos para H3N2 estão em falta no mercado e não tem impacto no tratamento, que é feito por intermédio de sintomáticos, repouso e isolamento domiciliar por sete dias do início dos sintomas", explicou acrescentando a importância de evitar aglomerações, manter o uso de máscara, etiqueta respiratória e vacina contra gripe.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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