11 de julho de 2026

Estado inicia produção de carteira de vacinação para crianças de 5 a 11 anos

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Documento para controle das doses aplicadas em crianças vai ser usado em todos os locais de vacinação do Estado

O Governo de São Paulo anunciou, nesta segunda-feira (27), que está pronto para começar a imunização de crianças de cinco a 11 anos contra a covid-19. A Secretaria de Comunicação do estado informou que já elaborou o leiaute que será usado em cerca de 4,5 milhões de carteiras de vacinação destinadas exclusivamente ao público infantil nos municípios paulistas. O documento para controle das doses aplicadas em crianças será usado em todos os locais de vacinação contra o coronavírus. O design privilegia o topo do documento na cor amarela e a hashtag #VacinaJá em letras coloridas.

Segundo informou o Estado, a antecipação de etapas administrativas é considerada fundamental para agilizar a aplicação em crianças, medida que já foi autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Uma pesquisa recente da Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) aponta que a vacinação do público entre cinco e 11 anos é determinante para aumentar a cobertura de imunização contra a covid-19 em todo o Brasil. O Estado de São Paulo também aguarda resposta da Anvisa a novo pedido do Instituto Butantan para uso da Coronavac na imunização infantil.

Há cerca de 15 dias, o governo paulista informou que a covid-19 deixou de ser a principal doença causadora de mortes no Estado de São Paulo. Os óbitos por infecção do coronavírus já são menores do que os indicadores das doenças do aparelho circulatório e de todos os tipos de câncer somados. Os dados são fruto de análise inédita da Secretaria de Estado da Saúde e refletem os resultados do avanço do plano de vacinação do Governo de SP. Em novembro, a covid-19 representou 12% do total de óbitos registrados em todo Estado – foram 2.075 vítimas fatais pela doença, entre 16.880 mortes no geral. Assim, o coronavírus passou a provocar menos mortes que as patologias cardíacas e as neoplasias (câncer), que responderam respectivamente por 27,5% e 16,2% do total de óbitos no mês.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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