No acumulado até novembro, Piracicaba sai do negativo em 2020 para ficar positiva em 2021
Após um mau desempenho em outubro, com a criação de 168 vagas de trabalho formais, o comércio voltou a expandir a contratação e gerou 709 postos novos de emprego em Piracicaba. A má notícia ficou com a indústria e serviço, com um saldo (contratações subtraídas das demissões) de 123 e 54, respectivamente. No comparativo entre 2020 e 2021 para os 11 meses do ano, até novembro, Piracicaba saiu do vermelho para o azul: ano passado o saldo foi negativo em 824 e, neste ano, o resultado é de 7.954. Estavam empregados até o mês passado 120,9 mil trabalhadores, entretanto, a PEA (População Economicamente Ativa) de Piracicaba é de 277,4 mil pessoas aptas a trabalhar – o que demonstra que mais de 156 mil jovens e adultos ou estão na informalidade, desempregados ou mantém um negócio próprio. As informações são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), relatório mensal divulgado ontem (quinta-feira) e vinculado ao Ministério da Economia.
Para o comércio, o varejo foi o segmento com maior geração de vagas na cidade, atingindo a casa dos 607. Quem mais empregou foram minimercados a hipermercados, com 289 de saldo. Em segundo lugar vem as vendas de vestuário, calçados, artigos para viagem e acessórios, absorvendo 145 novos trabalhadores. Na terceira posição ficaram os pequenos varejos de alimentos – bebidas, açougues, peixaria e padaria, por exemplo – com um saldo positivo de 53.
A indústria de transformação, setor puxador da economia em Piracicaba, teve desempenho tímido criando menos de 20 vagas em novembro nos segmentos têxtil, metalúrgico e móveis. Empurrou para baixo a contratação do setor a redução de 119 postos de trabalho para produção de alimentos.
A situação encolheu mais ainda para os trabalhadores do setor de serviços. Transporte, armazenagem e correio mais demitiram que contrataram, reduzindo em 192 as vagas no segmento. O horizonte ficou melhor para os que buscaram emprego nas áreas administrativa, financeira, arquitetura e engenharia que, juntas, abriram 189 novos postos.
Agora sobre o perfil do empregado mais aceito no mercado de trabalho piracicabano é aquele com ensino médio completo – que levou 880 vagas – e com 18 a 24 anos de idade – empregados em 616 novos postos.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
LEIA MAIS