Outro aspecto importante na avaliação do presidente foi a mudança administrativa pela qual a Casa de Leis passou
Com o fim do primeiro ano da nova legislatura e do mandato da atual administração municipal, o presidente da Câmara Municipal de Piracicaba, Gilmar Rotta (Cidadania), avalia o relacionamento da Casa de Leis com o Poder Executivo em duas fases. No primeiro semestre, segundo o vereador, quando o governo municipal iniciava os trabalhos, buscou impor a sua forma de olhar e se relacionar com a Câmara. “Tivemos conflitos importantes. Faltou a compreensão de que o vereador, muitas vezes, é o último refúgio do cidadão, que já buscou no Estado (Prefeitura, governo do Estado ou União), solucionar alguma demanda. Quando o vereador busca nos poderes uma explicação, uma ação, fiscaliza, critica ou interfere não é por ele e sim pela cidade”, apontou.
Já no segundo semestre Rotta admite que percepção do Executivo parece ter melhorado, com a ampliação do diálogo de forma suprapartidária, porém, ainda sinalizando uma confusão entre independência dos poderes e relacionamento institucional e político. De modo geral, para o presidente, foi um ano de grande aprendizado. “Em relação aos dois anos anteriores da presidência, posso dizer que foram características complemente diversas. A atual composição da Câmara, diante também de um novo governo municipal que rompeu com uma sequência de vários prefeitos de um único partido, é heterogênea e exige da gestão da Mesa Diretora uma atenção maior para que os conflitos ideológicos não interfiram na execução, aprovação e propostas de políticas públicas em benefício da cidade”, avaliou.
Outro aspecto importante na avaliação do presidente foi a mudança administrativa pela qual a Casa passou. “Por força de um desejo da nossa gestão em lidar com questões que vinham se acumulando por anos. Começamos no primeiro mandato de presidente a realização do concurso público para suprir demandas reprimidas por aposentadorias, exonerações e até mesmo passamento de servidores. Concluímos com uma reforma administrativa que deixa a Casa preparada para nos próximos anos de gestão, estimulando os servidores a se fixarem em suas funções e a contribuírem ainda mais com o Legislativo”, afirmou.
Às vésperas de completar 200 anos, Rotta promete uma série de iniciativas que vão marcar o bicentenário da Câmara Municipal. “Todas vão ter como foco os objetivos perseguidos na resolução 4/2019, que aprovamos no primeiro ano do meu primeiro mandato como presidente, que é o programa Parlamento Aberto”, afirmou o presidente, que defende a participação popular.
“Esta participação não depende exclusivamente da Câmara, ela é fruto do movimento da sociedade por busca de representatividade nos temas de seu interesse. O papel da Câmara é garantir acesso, produzir informação, dar condições de participação. Nestes dois últimos anos, dois fatores interfeririam nesta ampla participação: a pandemia e algumas situações que exigiram da Mesa Diretora decisões mais duras, a fim de proteger a comunidade legislativa e a sociedade”, disse.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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