Este é o resultado da suspensão de convênio decidida recentemente pelo prefeito Luciano Almeida (DEM)
Com o fim do convênio entre o Estado de São Paulo e a Prefeitura de Piracicaba, os diretores de escolas estaduais deverão ser os responsáveis por supervisionar a merenda escolar. A informação é da presidenta do CAE (Conselho de Alimentação Escolar), Alessandra Siqueira. Ela esteve em duas reuniões nesta semana, com Estado e município, e explica, com preocupação, que alimentação escolar para 63 mil estudantes da cidade estará atrelada a uma central de distribuição de produtos localizada em Cajamar, distante 122,1km de Piracicaba, e a execução do serviço, como de cozinha, dependerá de uma licitação a ser aberta pelo Estado.
Durante as reuniões foi informado ao CAE, tanto pelo secretário municipal de Educação Gabriel Ferrato como pela Diretoria de Ensino do Estado de São Paulo, que o acompanhamento diário da alimentação – quanto à qualidade, quantidade, disponibilidade de estoque, por exemplo – ficará a cargo da direção da escola.
“Nos posicionamos quanto a essa situação com uma preocupação muito grande, compartilhada pelo Conselho Municipal de Educação. O trabalho das diretoras e diretores de escola é muito grande, que agora terão que atender e zelar pela qualidade do alimento”, relata Alessandra. Outro ponto, é o processo de solução dos problemas diários nas unidades escolares: a direção deverá se reportar à Diretoria de Ensino, que contata a secretaria de Estado a fim de resolver situações como a de um alimento sem condições de consumo.
A partir de 2022, Piracicaba integrará um grupo de 23 cidades sem convênio entre Estado e a prefeitura para merenda. “A nutricionista do Estado explicou que já foi feito todo o levantamento dos matriculados nas redes do ensino fundamental ao médio, informações repassadas para São Paulo, que está em fase de programação para absorver essa demanda.” O que também foi confirmado pela responsável direta da área no governo estadual. “A Claudia Afuso informou estar tudo em andamento com acompanhamento da situação de Piracicaba.”
Entretanto, a presidenta do CAE destaca a morosidade de um processo licitatório, normalmente de três a seis meses. O convênio finalizado pelo prefeito Luciano Almeida (DEM) recentemente já contava com quase 40 anos na cidade. A explicação para o término da parceria foi a de que o recurso oferecido pelo Governo do Estado seria insuficiente para cobrir os custos em alta dos alimentos.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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