09 de julho de 2026

Policiais militares do CPI-9 salvam bebê engasgada com leite

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Avó e bebê retornaram à sede do comando para agradecer aos policiais

O pedreiro Willian Aparecido do Prado Rodrigues e a dona de casa Taine Meire de Oliveira viveram momentos de tensão nesta quarta-feira (15) depois que a filha do casal, a bebê Helena Gabriele, de apenas dez dias, se engasgou leite. O casal, que estava na casa da mãe de Taine, no Algodoal, buscou ajuda no CPI (Comando de Policiamento do Interior) – 9, que fica no mesmo bairro. Taine contou que amamentava a filha, por volta do meio-dia, quando ela se engasgou. Ela disse que, com a ajuda do pai da criança conseguiu descongestionar e ela ficou melhor, no entanto, após o banho, a bebê voltou a engasgar e as tentativas dos pais foram frustradas.

“Decidimos levá-la ao batalhão que PE perto da minha mãe, meu marido ficou com ela no colo e eu dirigi até, gastei menos de dois minutos”, lembrou a dona de casa que tem outros dois filhos e nunca vivenciou uma experiência parecida.
Ao chegar na sede do CPI-9, a família foi recebida pelo cabo da PM (Polícia Militar) Nelson Moraes Souza Júnior que, de pronto, tomou a criança nos braços e iniciou a manobra de Heimlich. Em dois minutos, a pequena Helena voltou a respirar normalmente, para alívio dos pais. O Cabo Nelson contou com a ajuda da sargento Priscila, no acolhimento e para fazer a manobra, que salvou a vida de Helena.

Ontem à tarde, a bebê retornou à sede do comando, desta vez acompanhada pela avó materna Maria Neusa Meira, e para agradecer aos policiais pelo salvamento.

Há 22 anos na Polícia Militar, cabo Nelson contou que foi a primeira vez que fez a manobra de Heimlich, procedimento que faz parte do treinamentos dos policiais. Ele lembrou que mesmo constatando que a criança estava fora de perigo, orientou os pais a seguir para um pronto-socorro para uma avaliação médica.

“A médica a examinou e disse que estava tudo bem com ela, fiquei bem mais tranquila”, contou Taine. A avó disse que quando percebeu que a criança estava ficando roxa, pediu para que a levassem ao CPI-9. “Eu falei leva para o quartel urgente”, lembrou. Depois do dever cumprido, os militares Nelson e Priscila avaliam a situação como um presente divino e uma experiência inesquecível, de salvar a vida de alguém e ainda por cima, uma criança tão pequena.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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