10 de julho de 2026

‘Rua dos Ferroviários, casa número 10’ é o segundo livro de Cecílio Elias Netto

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Romance do escritor e jornalista estará disponível gratuitamente hoje em seu site

O jornalista e escritor Cecílio Elias Neto lança hoje (quarta-feira) seu livro de memórias de infância, ‘Rua dos Ferroviários, casa número 10’. A obra, em formato eletrônico, será disponibilizada gratuitamente no site A Província – acesse www.aprovincia.com.br. Além de contar sobre a atmosfera que rondava a casa dos parentes, Cecílio reuniu também um conteúdo cultural e histórico, com foco na preservação e difusão da memória de Piracicaba e região.

“Há mais de 30 anos, comecei a escrever este livro. Senti, e ainda sinto, ter profanado um sonho. E, então, se o profanei, foi por ter sido, ele, muito mais um sonho do que a realidade. Será? Por que o fiz? Mesmo tendo sido sonho, não seria mais sábio tê-lo conservado vivo em minhas memórias”, questiona o autor ao falar sobre o contexto do livro.

Cecílio conta em seu romance que a casa número 10 existiu, uma residência simples aonde viviam tios e primos. No local, ele passou muitas das suas férias. “Era um oásis e de tão simples, revelava-se um ninho. E, naquela rua, todas as dores e sofrimentos eram escondidos, como se houvesse um pacto entre aquelas famílias: viver amorosamente, apesar de tudo! E, no entanto, havia silêncios intrigantes, longos silêncios durante os quais cada um dos familiares parecia isolar-se em si mesmo.”

O livro é o segundo do autor e integra as publicações do Icen (Instituto Cecílio Elias Netto). Foi editado por Patrícia Elias e tem projeto gráfico e ilustrações de Simone Palma. Aos 81 anos, Cecílio tirou o título da gaveta e foi contemplado pela Lei Aldir Blanc, no contexto do ProAC SP, no eixo Prêmio por Histórico de Realização em Literatura.

Após a publicação, décadas após ter iniciado o projeto, Cecílio se pergunta sobre o que há de ficção e de realidade na obra. “A casa número 10, nos longos dias de férias, se tornou o lugar no e do mundo onde nada de mal ou de feio poderia acontecer. Tudo parecia rescender a amor, a respeito, a solidariedade. E, no entanto, havia silêncios intrigantes, longos silêncios durante os quais cada um dos familiares parecia isolar-se em si mesmo.”

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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