10 de julho de 2026

Mau tratado e negligenciado, cão morre após ser socorrido ao Centro de Zoonoses

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Resgate foi feito pelo Setor de Direito Animal da Guarda Civil de Piracicaba depois de denúncia à vereadora

Um cão morreu vítima de maus tratos e negligência por parte do seu tutor na última terça-feira (7), em Piracicaba. O caso foi denunciado à polícia pela protetora e vereadora Alessandra Bellucci (Republicanos), após denúncia da situação do animal, que vivia em uma casa no bairro Monte Líbano. A veterinária da Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) Marianna Curi e uma equipe do Setor de Direito Animal da Guarda Civil foram até o imóvel e encontraram o cão, de aproximadamente 15 meses, deitado no chão, sobre uma poça de sangue e água.

Segundo a médica, a chuva havia cessado e diante do quadro ficou evidente que o animal não foi colocado sob nenhuma proteção e estava rodeado por fezes, sangue e urina. Ao examinar o cão, Marianna diagnosticou cinomose e o animal estava em estado ‘extremamente grave’, com tremores e sem condições de se locomover. De acordo com as informações da veterinária à policia, o tutor disse que o cachorro estava naquela situação há quatro dias.

Com a ajuda da assessora da parlamentar, o animal foi levado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), onde chegou morto.
A vereadora seguiu a UPJ (Unidade de Polícia Judiciária) para onde o tutor do cão foi levado para registro da ocorrência. Ela disse que pediu atenção especial ao caso ao delegado Daniel Pinho da Torre. Para ela, o caso não se tratava de problema social. “Não é problema de não ter condições ou atendimento, é maldade, crueldade. O animal foi deixado na chuva, sem socorro”.

Segundo Alessandra, seus assessores acompanharam o caso de perto, a ida do setor, da Guarda e constatou que o animal era negligenciado há dias. “Ele estava jogando numa poça d’água, por ali passavam crianças e as pessoas da residência e ele foi ignorado todo esse tempo, era como se ele não existisse”, lamentou.

Alessandra contou que alem da sua equipe, a situação revoltou os guardas que estavam no local. Alessandra disse que, alem do laudo da veterinária do Sedema, os profissionais do CCZ fizeram laudos do animal que apontam para negligência.
Ela disse que pediu uma atenção e averiguação ao caso para cumprimento da lei, mas o tutor foi liberado. “O caso foi levado a São Paulo e Brasília”, afirmou. O delegado Daniel Pinho não quis comentar o caso.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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