09 de julho de 2026

CPI do Semae: comissão constata local de descarte irregular de esgoto

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Integrantes chegaram de surpresa no córrego na região do Parque Orlanda

Integrantes da CPI do Semae visitaram, na tarde desta terça-feira (16), o Córrego das Ondas, em dois locais na região do Parque Orlanda: o primeiro ponto, ao longo da avenida Bebedouro, no bairro Jardim Maria Helena, e o segundo na esquina entre a rua Carlos Sachs e Jorge Anéfalos, onde encontraram descarte irregular de esgoto.

Com forte odor e lodo bastante visível no córrego, foram captadas amostras de água nestas regiões, que, mais tarde serão encaminhadas para análise em laboratório, com o objetivo de averiguar a quantidade de coliformes fecais existentes nos mananciais. A preocupação é saber se há esgoto in natura sendo despejado e, caso isso esteja ocorrendo, por qual motivo isso acontece, já que a região tem rede de captação.

“Existe uma informação que é constantemente divulgada, de que a cidade conta com 100% de tratamento do esgoto que é coletado. No caso destes locais, aqui é uma região em que existe a rede de captação, mas, mesmo assim, é possível que esteja sendo despejado no córrego”, disse Rai de Almeida (PT), presidente da CPI.

A parlamentar destacou que ainda não é possível trabalhar com afirmações, mas o trabalho da CPI do Semae requer fiscalização nos locais de onde são encaminhadas denúncias sobre possíveis irregularidades. “A Mirante, responsável pelo esgoto, não está sendo investigada, mas o Semae, sim, e ele deve fazer essa fiscalização”, disse.

Relator da CPI do Semae, o vereador Anilton Rissato (Patriota) disse que o objetivo da comissão é visitar outros locais em que também existem denúncias sobre despejo irregular, como no Córrego do Enxofre e no Ribeirão do Piracicamirim. “Se existe um contrato que determina o tratamento de 100% do esgoto que é coletado, então é preciso entender porque nestes locais, onde há rede, ainda existe despejo”, disse.

O vereador Thiago Ribeiro (PSC), que é membro da comissão, também acompanhou as fiscalizações e destacou que, ainda, não é possível fazer afirmações, mas é preciso verificar as diversas denúncias que são feitas. “Visivelmente, há despejo de esgoto nestes locais e os moradores reclamam do mau cheiro”, observou, ao enfatizar que a CPI deverá pedir prorrogação do prazo para que o trabalho possa ser concluído.

CPI DO SEMAE
Instaurada na Câmara para apurar possíveis irregularidades na autarquia, a CPI tem realizado diligências para entender quais motivos levaram à degradação da situação financeira do Semae, sobretudo depois da assinatura da PPP (Parceria Público-Privada) com a empresa Mirante.

Recentemente, o Legislativo aprovou que o Executivo disponibilize R$ 22 milhões no Orçamento à autarquia e o atual presidente do Semae, Mauricio Oliveira, já afirmou que será necessário a busca de um financiamento para que possam ser realizados investimentos.

Da Redação

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