08 de julho de 2026

Comerciante relata falta de médico e de medicamento

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 1 min

Luciana relata falta de medicamento e psiquiatra

A comerciante Luciana Monte Sião reclama que não consegue remédio nem consulta com psiquiatra na rede pública de Saúde, em Piracicaba, para a mãe, Maria Linaris Piretti, de 87 anos, que sofre de Alzheimer.  A filha disse que desde o dia 23 de julho não tem acesso ao medicamento Rivastigmina 3mg, na farmácia popular. Luciana disse que o remédio, assim como outros, é de uso constante e faz parte do tratamento. Com a falta na rede pública, ela precisou comprar o medicamento, que custa R$ 200.

Outra questão que preocupa a comerciante, é o fato de não conseguir agendamento com psiquiatra para a mãe. Luciana contou que desde março não há consulta com o profissional e a informação recebida da unidade médica da Vila Cristina, onde a mãe é atendida, é de que não há profissionais na rede para o atendimento. “Minha mãe é atendida pelo clínico geral do PAD (Programa de Atendimento Domiciliar), porque ela não se locomove”, relatou.     

A Secretaria de Saúde informou ontem (8) que o medicamento é distribuído pela Farmácia de Alto Custo, cuja gestão e fornecimento de remédio é do Governo do Estado de São Paulo que não tem mantido a entrega regular do medicamento para distribuição na unidade de Piracicaba.

Sobre a paciente Maria Linaris Piretti, a pasta confirmou que ela é paciente acamada e diagnosticada com Alzheimer, porém, abandonou o tratamento na rede em março deste ano. A Secretaria informou que mantém contato com a paciente e que o caso dela não é de atendimento psiquiátrico, mas sim, neurológico; além disso, o profissional médico do PAD é devidamente capacitado para o atendimento à paciente.

Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br

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