09 de julho de 2026

Redes públicas de ensino esperam cerca de 63 mil alunos

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 2 min

Médico infectologista recomenda manter o distanciamento nas salas de aula e durante alimentação

Cerca de 63 mil alunos de todas as faixas etárias – da creche ao EJA (Educação de Jovens e Adultos) – deverão voltar às aulas presencialmente a partir de amanhã (quarta-feira). Na rede municipal, segundo a Secretaria de Educação, estão matriculados na educação infantil 18.700 crianças e no ensino fundamental são 17.636 estudantes. Em menor número, mas também com a mesa exigência de retorno ao presencial, estão os da Emec (Escola Municipal de Educação Complementar) num total de 126 matrículas e, no EJA, 248 pessoas. A rede estadual tem pouco mais de 26,5 mil alunos. O médico infectologista Tufi Chalita alerta que o distanciamento físico deve ser mantido, o que foi revogado pelo Governo do Estado de São Paulo e, consequentemente, pela Prefeitura de Piracicaba.

“A partir de 3 de novembro, novas mudanças passarão a ser implementadas, como a não obrigatoriedade do distanciamento de 1 metro e, por consequência, a descontinuidade do revezamento entre os alunos nas aulas presenciais. Ampliando o acesso e a frequência dos estudantes da educação básica à unidade escolar para 100% dos estudantes presentes simultaneamente”, informa a Secretaria Estadual de Educação. Já a prefeitura, responsável pela rede municipal, informa que na retomada das aulas presenciais será “mantido os cuidados de medição de temperatura das crianças e adultos, uso de máscaras, lavagem das mãos, uso de álcool em gel e higienização dos ambientes escolares”.

“Estamos vivendo uma fase com decréscimo bastante importante dos casos de covid porque as pessoas estão sendo vacinadas. A faixa etária menor de 12 anos devem ser incluídos na vacinação e já temos estudos bem elaborados pela Pfizer e em alguns países que irão iniciar essa imunização a partir dos seis anos de idade completo. No Brasil, como houve esse declínio de casos, dá para voltar [às atividades presenciais], mas no ‘novo normal’. Ou seja, essas crianças deverão ser muito bem orientadas na chegada às aulas quanto a manter o distanciamento dentro do possível. Elas deverão receber a atenção de monitores, pois, são crianças que não têm essa preocupação quanto a ficarem juntas umas das outras. Elas precisarão de orientação, vigilância, com uso de máscara o tempo todo. No momento da refeição, principalmente, é preciso de um distanciamento de um metro e meio, e o mesmo espaço vale entre as carteiras. Temos que voltar a este ‘novo normal’ com muito cuidado por parte dos cuidadores dessas crianças”

Na última sexta-feira (29), a Food and Drug Administration (FDA), órgão dos Estados Unidos semelhante à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), autorizou a aplicação do imunizante em crianças com idades entre cinco e 11 anos. A Pfizer vai fazer o pedido ainda neste mês à Anvisa para a mesma faixa etária. Diretores da agência brasileira receberam ameaças de morte para se posicionarem contra. Todas as vacinas usadas no Brasil, para qualquer público, dependem de aval da Anvisa.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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