09 de julho de 2026

Fim de benefícios coloca em xeque mais de 11 mil pessoas em Piracicaba

Por Laís Seguin |
| Tempo de leitura: 1 min

Claudete Alves, 24, é beneficiária e está desempregada

Ontem (sexta-feira), o programa Bolsa Família pagou seu último benefício e deixará, em Piracicaba, mais de 11 mil pessoas na incerteza sobre se receberá e quando o novo Auxílio Brasil. Conforme o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, o programa trazia para a cidade, ao mês, pouco mais de R$ 2 milhões. O professor de ciência política da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Wagner Romão, destaca que com a ‘morte’ do programa, vai junto o Cadastro Único, um banco de dados alimentado com informações sobre famílias de baixa renda existentes no país para fins de inclusão em programas de assistência social e redistribuição de renda.

Conforme a Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), os dados sobre setembro deste ano, 11.180 Bolsas Famílias estão habilitadas – 6.838 recebem via auxílio emergencial e outros 4.342 sobrevivem com ajuda do programa em questão. Junta-se ao Bolsa Família o fim do auxílio emergencial – com parcelas de R$ 150 a R$ 375 – que acaba neste amanhã (domingo).

“Ficamos sabendo com muito pesar sobre a finalização do Bolsa Família. São 18 anos de um programa super bem avaliado e conceituado, que foi se aperfeiçoando ao longo do tempo. Nenhuma pública nasce pronta. O próprio Cadastro único, elemento fundamental do Bolsa Família, foi aperfeiçoado e passou a ser importante para outras políticas públicas. Hoje, por meio desse cadastro, o sistema de assistência social consegue ter a avaliação sobre a pobreza e a extrema pobreza no Brasil.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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