Uma chapeira de 29 anos, que era agredida e mantida sob cárcere privado pelo companheiro, mandou um bilhete pedindo ajuda para um entregador que esteve na casa dela, no Jardim Planalto, na tarde de sábado (23). A Polícia Militar foi avisada, em seguida. A corporação esteve na casa da vítima e o agressor foi preso.
Segundo o boletim de ocorrência, um entregador, que pediu para ter a identidade preservada, entrou em contato com a PM, por meio do telefone 190, relatando que uma mulher havia lhe entregado um bilhete pedindo ajuda e que avisasse a polícia. Os PMs estiveram na casa da vítima, bateram na porta, mas ninguém atendeu.
Os policiais ouviram que uma mulher, que estaria nos fundos da casa. Como o portão estava entreaberto, os PMs entraram e localizaram o suspeito, que aparentemente estava tranquilo. Mas, os policiais ouviram os gritos da mulher, que vinha do andar superior. Eles foram até ao local e encontraram a vítima que falou que era casada com o agressor, e que ele a manteve presa no quarto durante a manhã.
A mulher disse ainda que foi ameaçada de morte e agredida. Chegou inclusive, a passar uma faca em seu ombro, ferindo-a diversas vezes. O suspeito negou as agressões e relatou apenas que quebrou o celular da mulher. A faca usada nas agressões foi apreendida pela polícia. O agressor foi encaminhado ao plantão policial, onde foi autuado em flagrante sob acusações de lesão corporal e violência doméstica. A vítima também solicitou na Justiça, a medida protetiva para afastamento do agressor.
OUTRO CASO
Uma autônoma de 28 anos pulou de um carro em movimento, na madrugada de domingo (24), na Vila Sônia. A vítima relatou à polícia que estava em uma festa familiar, quando acabou se desentendendo com o companheiro na volta para casa. A mulher relatou que deu um tapa no rosto do marido e depois ele revidou com tapas. Em seguida, ela foi atingida com socos. A mulher relatou ainda que saiu do carro em movimento e depois conseguiu pedir ajuda para um mototaxista. O caso foi registrado no plantão policial e será apurado pela Polícia Civil.
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Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br