Segundo a prefeitura, as árvores citadas compõem a mata ciliar do córrego da Colônia, uma área de preservação permanente
A Prefeitura de Piracicaba informou ontem (20) que a casa destruída pela queda de uma árvore no bairro Monte Cristo, na terça-feira (19) foi construída em uma app (área de preservação permanente), por isso não é possível a extração de árvores. A administração municipal explicou que, após verificação, constatou-se que não há protocolo de supressão de árvore e poda no endereço mencionado. “Árvores dentro do imóvel, se não são nativas e não estão em área de app, não são de competência da Sedema (Secretaria de Defesa do Meio Ambiente) o manejo”, informou em nota.
No entanto, segundo a prefeitura, as árvores citadas compõem a mata ciliar do córrego da Colônia, portanto uma área de preservação permanente, e o manejo necessita de licenciamento ambiental pelo órgão competente que pode ser a Sedema ou a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), dependendo do tipo de vegetação.
Segundo as informações, no caso de risco iminente de queda, as árvores precisam ser vistoriadas pela Defesa Civil, que informou que irá ao local realizar a verificação.
A dona de casa Jaine da Silva disse ontem que uma equipe da Defesa Civil foi ao local e informou que as árvores não podem ser extraídas. O órgão também apontou riscos no que sobrou da construção da casa. Mesmo assim, segundo Jaine, o avô e o tio continuam na casa, pois não têm para onde ir.
Segundo ela, eles perderam os móveis, roupas e mantimentos. “Só o fogão ficou intacto, mas eles não têm comida para preparar”, afirmou.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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