Um homem de 33 anos foi detido na tarde desta quinta-feira (14) após ser acusado de manter 12 cães acorrentados, sem comida e água, além de capturar 32 aves silvestres de várias espécies, em uma área de APP (Área de Preservação Permanente) no Nova Suíça. Os guardas civis do Pelotão Rural também localizaram armadilhas para caças de tatu e lagartos. No interior da casa do suspeito, os agentes também localizaram duas espingardas e uma garrucha. O acusado foi levado à UPJ (Unidade de Polícia Judiciária) e responderá por vários crimes ambientais como intervenção de APP, maus-tratos e posse de arma de fogo.
O guarda Bertin, do Pelotão Rural afirmou que averiguavam uma denúncia de invasão em mata ciliar. "No local, encontramos armadilhas armadas e ouvimos latidos de cães. Percebemos que foi construído um chiqueiro na área verde. Quando nos aproximamos, localizamos javaporco, além de vários cães acorrentados em local insalubre e em meio a entulhos", disse o agente que estava acompanhado do GC Lopes e Massoni.
Os policiais se aproximaram da casa do suspeito e também localizaram gaiolas com 32 aves silvestres, das quais 18 eram papa-capim, 11 canários, além de azulão, canário, pintassilgo e tico-tico rei cinza. "As aves tinham pouca comida e estavam amontoadas. Em apenas uma gaiola tinham 12 pássaros", relatou Bertin.
A veterinária do Sedema (Secretaria de Meio Ambiente) Mariana Ricciard Curi esteve no local e constatou a situação de maus-tratos tanto dos cães que estavam amarrados com correntes com um pouco mais de um metro, sem alimentação e colocados em meio a entulhos. Entre eles tinha uma cadela mestiça a pit bull com vários filhotes. Além das aves que foram capturadas da natureza. "Outro problema identificado é a captura do javaporco que trata-se de uma questão de saúde sanitária, pois pode transmitir a peste suína e comprometer ninhadas inteiras. Essa é uma grande preocupação de outros países da Europa e Ásia", alertou a veterinária.
As aves e os filhotes ficarão provisoriamente com a protetora Thaty Freitas. "Algumas aves estão em gaiolas há cinco meses e já foram domesticadas, é preciso realizar um trabalho até que estejam aptas para serem devolvidas à natureza, com a autorização da Justiça", relatou
A protetora disse ainda que poderá ficar com os filhotes, por meio do Projeto Tutor, que consiste na vermifugação, vacinação e castração para posteriormente serem colocados para doação.
CAÇA
No freezer da casa do suspeito, os guardas localizaram carne de caça, mas não conseguiram identificar o animal. "Ele confessou que vendia a carne de tatu por R$ 100, o lagarto e as aves por R$ 50, cada", completou o guarda.
Atualmente, a caça no Brasil é proibida, com exceção do javali, como controle e manejo, desde que seja autorizada por órgãos competentes. Até o final da tarde, o registro do caso ainda não tinha sido finalizado.
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