Só no ano passado, 2,3 milhões de mulheres descobriram estar com câncer de mama
Outubro é um mês marcado por comemorações em todo o mundo, como o dia das crianças e o halloween, mas também é um mês de lembramos a luta de milhares de mulheres e homens que lutam contra o câncer de mama. Denominado de Outubro Rosa, o mês relembra a importância dos exames mamários para a prevenção de um dos cânceres que mais mata as mulheres.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2020, mais de 2,3 milhões de mulheres no mundo descobriram que estavam com câncer de mama. No Brasil, esse tipo de tumor é o que mais acomete a população feminina e representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas.
Falando da letalidade deste câncer, ainda de acordo com as informações do Inca, em 2019, houve 18.295 mortes sendo 18.068 mulheres e 227 homens. A estimativa deste ano é que apareçam 66.280 novos casos deste problema.
SINTOMAS E DETECÇÃO
O câncer pode ser uma doença muito silenciosa e que pode chegar em várias idades, apesar de existir uma probabilidade muito maior em mulheres na faixa dos 40 anos para cima e mulheres com uma propensão genética do problema.
Os sintomas mais comuns do câncer de mama são nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito; pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
Qualquer um desses sintomas deve ser relatado para um médico que encaminhará para que exames clínicos sejam feitos como a mamografia e a ressonância magnética.
Uma forma de detectar nódulos e que muitos médicos recomendam fazer é o próprio exame de toque. Basta a pessoa erguer o braço para cima e flexionar o cotovelo (segurar a nuca ajuda também), enquato isso, com a outra mão, dedilhar por todo o seio, ou peito, a procura de algum caroço, caso sinta, procura agendar com urgência uma ginecologista, mastologista (médico especializado em mamas) ou clinico geral, para que caso seja diagnosticado como câncer, um tratamento seja feito o quanto antes.
TRATAMENTO
Assim como a maioria dos cânceres, se tratado cedo, ele pode ser resolvido sem tanta agressividade. “Câncer de mama é uma doença que está bastante presente na sociedade. E, por isso, é muito estudado no meio científico, com tratamentos altamente eficientes. Por isso, não é preciso ter medo do diagnóstico, pois não é uma sentença de morte”, destaca o mastologista Marcelo Bello, diretor do Hospital de Câncer III, especializado no tratamento do câncer de mama.
Existem dois tratamentos mais utilizados no Brasil: tratamento local e o tratamento sistêmico. O tratamento local trata-se da remoção de parte ou total das mamas e radioterapia, normalmente utilizada quando o câncer está no início e não se espalhou, já o tratamento sistêmico é feito por meio de quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica e é utilizado quando o câncer já está em seu estágio três e quatro.
Há também a possibilidade de prevenção do câncer no sentido de retirar as mamas cirurgicamente antes mesmo do problema ocorrer. Um caso famoso foi em 2013 quando a atriz Angelina Jollie que, após descobrir ter 87% de chance ter câncer de mama, retirou as mamas e as chances caíram para 5%.
Larissa Anunciato
Email: larissa.anuncitato@jpjornal.com.br