Etapa permite que pequenos cresçam com mais autonomia e tenham mais sucesso na vida escolar
A Educação Infantil é considerada uma das mais importantes etapas da formação das crianças, pois é quando elas começam a existir fora do convívio familiar, o que envolve lidar com diferenças, o desenvolvimento da personalidade e da autonomia, a criação de laços de amizade e as descobertas em diferentes áreas do conhecimento. Ela funciona como uma base para as demais etapas da educação formal, e o correto aproveitamento desta etapa permite que os pequenos cresçam com mais autonomia e tenham mais sucesso em sua vida escolar e individual.
E como lidar com bebês e crianças exige cuidados especiais e muito tato, a proposta pedagógica da educação infantil prevê a realização de jogos, brincadeiras e atividades prazerosas que além de ensinar, divertem, tornando o processo de construção do conhecimento muito mais assertivo e divertido. A educação infantil é voltada para crianças de zero a cinco anos de idade. Entretanto, ela só é obrigatória, no Brasil, para crianças de quatro e cinco anos, o que torna os grupos 1, 2 e 3 facultativos. E a depender da idade dos pequenos, eles devem ser matriculados em creches ou escolas (pré-escolas): nas primeiras caso tenham idade até três anos, e nas segundas entre quatro e cinco anos.
A educação infantil no Brasil é um direito da criança, sendo o estado obrigado a disponibilizar espaços e profissionais adequados para atendê-la corretamente. Por isso há instituições de ensino públicas que atuam como creches e pré-escolas, mas diversas escolas particulares também oferecem educação infantil, o que dá aos pais e responsáveis a chance de optar por aquela que está de acordo com as suas possibilidades financeiras. Deixar a rotina da casa, a presença dos pais, sair do espaço habitual para uma rotina que envolve a convivências com coleguinhas, atividades em grupo e adultos, até então, estranhos.
A pedagoga e diretora da escola A Cigarrinha, em Piracicaba, Maria Inês Faleiros Pinheiro, destaca que essa fase exige uma readaptação, que deve ser feita cuidadosamente e gradualmente pela escola. “A palavra para esse momento é acolhimento. Mais do que nunca o diálogo entre escola e família é fundamental”, observa.
NOVA ROTINA
A pandemia o novo corona vírus alterou a rotina de todos e essa faixa etária foi uma das mais afetadas pelas mudanças repentinas. Maria Inês aponta que muito se fala sobre os prejuízos da pandemia na primeira infância e prefere abordar outro lado: ‘quais caminhos a pandemia nos trouxe que devemos seguir?’
“Nossas crianças voltaram felizes, algumas com receios e outras tiveram que se acostumar novamente com a rotina escolar, mas todas contavam como foi bom ter mais tempo com os pais”, afirma. “Em casa, houve uma organização que incluísse os pequenos, os pais procuraram dicas de brincadeiras, estimularam a ajuda nas tarefas de casa, enfim, tempo juntos”, avalia a educadora acrescentando que, na escola, os profissionais se depararam com ‘desafios tecnológicos’ difíceis de serem vencidos.
“No entanto, percebemos o quanto precisávamos dessas ferramentas e não sabíamos. Espero que o novo normal traga consigo também o que descobrimos durante esse período difícil”, ressalta.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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