Em agosto, média diária de internação foi de 0,64 pessoa
A média diária de internações em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do SUS (Sistema Único de Saúde) em Piracicaba apresentou uma queda de 95% no comparativo entre o mês de março – quando houve o pico da doença – e o mês de agosto, segundo dados da Secretaria de Saúde. De acordo com a pasta, em março a média de internações da unidade intensiva foi de 14 pessoas, enquanto durante o último mês, foi verificado 0,64 pessoa. Já a média de pessoas internadas em enfermaria, caiu de 32 em março, para 3,7 pacientes em agosto. A Saúde destaca que o levantamento se refere aos leitos sob responsabilidade do município, nele não estão inseridos os números da rede privada de saúde.
Nesta sexta-feira (3), a Secretaria de Saúde registrou a morte de um homem de 87 anos e 62 novos casos de covid-19. Os registros aumentaram as estatísticas municipais para 1.349 mortes e 66.946 casos confirmados.
No início de agosto, o Governo do Estado registrou – pela primeira vez no ano - médias móveis abaixo de 1 mil em novas hospitalizações e de 8 mil em novos casos da doença.
Na ocasião, a Secretaria de Estado da Saúde registrou quedas inéditas nos balanços da covid-19, com redução de 70% nas médias móveis de internações e óbitos, com baixa para menos de 5 mil pessoas internadas em leitos de Terapia Intensiva, marca que não era atingida desde 3 de janeiro.
Além disso, a média móvel de novas mortes foi de 240, três vezes menor que o recorde verificado na segunda onda (813, na semana epidemiológica 14). O dado também era inferior às médias registradas no pico da primeira onda da pandemia – nesse período, variou de 244 a 278 entre a segunda quinzena de junho e a primeira quinzena de agosto de 2020.
Também pela primeira vez em 2021, a média móvel de novas internações esteve abaixo de 1 mil, o que representou uma queda de 70% em relação à pior marca de toda a pandemia, atingida na última semana de março (semana epidemiológica 12). Foi alcançada ainda a menor média móvel de novos casos do ano, chegando a 7.982, menos da metade que o indicador da segunda semana de junho, auge de novas infecções da série histórica completa.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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