Imóvel está sem uso e foi ocupado, pela última vez, em 2016; prefeitura deve fazer uma reforma
Alvo de vandalismo e de abandono da gestão pública, a Casa do Artesão, localizado no fim da Rua do Porto, teve o espaço ocupado até 2016. Ao Jornal de Piracicaba, a prefeitura informou que está aberta para receber propostas da categoria de trabalhos manuais para reocupação do imóvel. A Semdettur (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo) reconhece a degradação atual do prédio.
“A prefeitura, por meio da Semdettur, informa que recebeu o local sem uso, com deficiências estruturais. A atual Administração tem informações de que, até 2016, o local foi ocupado por um grupo de artesãos, com atividades de workshop e comercialização de artesanato, e que esse grupo decidiu não mais atuar no local.”
A secretaria explica também que, conforme decreto estadual de suspensão das atividades em espaços públicos, por causa da pandemia de covid-19, o espaço não foi reaberto até o momento. “Mas a administração já faz o levantamento de custos e contratação para readequação da iluminação do espaço e outros reparos simples.”
Por ora, dentro de uma proposta de ocupação do espaço, o objetivo da secretaria é o de realizar uma parceria de uso do imóvel com entidades que possam oferecer serviços de entretenimento e lazer para no local. “Essa proposta foi encaminhada para análise da Procuradoria Geral para viabilidade e realização. Caso algum grupo de artesãos, que tenha CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), queira ocupar o espaço, pode enviar carta à Semdettur para formatar a parceria.”
Hoje, os artesãos têm como espaço de exposição e vendas de seus trabalhos, outra Casa do Artesão, a do Parque do Engenho Central. A categoria também atua no comércio na Feira de Artesanato, da Rua do Porto. A Semdettur informa que trabalha no recadastramento dos artesãos do município. Atualmente, há cerca de 30 atuantes na feira da Rua do Porto e do Engenho Central.
Sobre a segurança do imóvel no fim da Rua do Porto, a assessoria da Guarda Civil do Município de Piracicaba informa que “mantém toda vigilância nos próprios municipais (logradouros públicos), de forma presencial, pelas Câmeras da Cemel (Central de Monitoramento Eletrônico) e por viaturas de patrulhamento, junto à Base móvel, entre outros.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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