09 de julho de 2026

Merenda tem o segundo contrato emergencial anunciado

Por Cristiane Bonin |
| Tempo de leitura: 2 min

Por quase R$ 22 milhões, a empresa que já prestou esse tipo de serviço na cidade atuará por até seis meses

A transição entre fornecedores da merenda escolar pública em Piracicaba foi decidida na último minuto de ontem (sexta-feira). Próximo das 18h, em um grupo de WhatsApp de diretores do ensino fundamental, um aviso urgente chegou alertando que as escolas deveriam estar abertas hoje (sábado), entre 7h e 17h30, e no domingo, caso houvesse necessidade, para que a nova empresa pudesse abastecer as unidades de ensino. Na sequência, no mesmo grupo, é pedido aos diretores que separem o estoque entregue pela Horto de Marataízes dos novos produtos a serem recebidos.

O contrato emergencial para merenda com a Horto de Marataízes acabou nesta semana. A empresa teve problemas com a qualidade de produtos, conforme denúncia do CAE (Conselho de Alimentação Escolar). A fornecedora, com sede no Espírito Santo, atuou três meses na cidade, entregando alimentos para as redes municipal e estadual por R$ 16,51 milhões.

A situação de fim de contrato e ausência de anúncio de uma nova fornecedora criou muita preocupação quanto à falta de refeições nas escolas públicas da cidade. Houve a possibilidade de aulas serem suspensas. Estes foram os relatos da presidenta do CAE, Alessandra Aparecida Zilio Cozzo de Siqueira.

NOVA CONTRATADA
Pela segunda vez no ano, a Secretaria Municipal de Educação irá fornecer merenda com dispensa de licitação. A Nutriplus Alimentação E Tecnologia, velha conhecida dos piracicabanos, foi desclassificada na licitação 615 – que não teve o processo finalizado ainda e se arrasta desde o ano passado – mas foi contratada no formato emergencial para atuar no município por R$ 21,84 milhões durante seis meses.

No comunicado da prefeitura à imprensa, enviado ontem às 18h45, o secretário de Educação, Gabriel Ferrato, ordenou a abertura das escolas durante o fim de semana para receber os alimentos.

“As diretoras estão revoltadas porque, por mais que haja necessidade do abastecimento no fim de semana, trabalhar no sábado e domingo, sem uma escala, é complicado”, diz a presidenta do CAE, Alessandra Siqueira.

Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br

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