09 de julho de 2026

Acusado de deixar cadela acorrentada é detido por maus-tratos

Por cris.azanha |
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Uma cadela de aproximadamente um ano era mantida amarrada com um corrente de cerca de um metro, que a impedia de se movimentar ou entrasse na casinha. Ela foi localizada em meio às próprias fezes e não tinha água e comida. O tutor foi localizado pela Guarda Civil e encaminhado ao plantão policial. O responsável pelo animal foi liberado, mas responderá por maus-tratos.
A protetora e vereadora Alessandra Bellucci (REP) disse que a cadela aparenta ser dócil, foi resgatada, deverá passar por atendimento veterinário e depois deverá ser adotada.

Vereadora Alessandra Bellucci disse que cadela deve ser adotada (Divulgação)

A veterinária do Sedema (Secretaria de Meio Ambiente), Marianna Ricciardi Curi constatou que a cachorra era ainda filhote. Ela ficava embaixo de uma cobertura, porém como estava amarrada, não tinha proteção contra chuva ou um forte sol. “Na avaliação do animal pudemos observar um animal medroso, vocaliza muito, se levanta e tenta sair da corrente, chacoalha o pescoço, morde e meche com as patas nos reservatórios de água e alimento a fim de achar algo, procura as rações em meio as fezes na tentativa de se alimentar, além de sinais de estresse, desconforto e cansaço gerados pelo constante uso da corrente. Tratava-se de uma situação de risco onde o animal poderia vir a óbito por hipertermia, estresse ou esganadura”, constatou a veterinária. “Manter um animal preso a corrente, corda ou canil por mais de duas horas é crime, previsto na Lei de Crimes Ambientais 9.605/98”, completou.

Segundo o boletim de ocorrência, vizinhos relataram que o animal estava nessa situação há pelo menos três dias. “A Guarda Civil tem feito um excelente trabalho, por meio do Setor de Direito dos Animais tanto nas ações relacionadas aos maus-tratos quanto às orientações aos proprietários. Piracicaba vai fazer a diferença na proteção aos animais”, disse Alessandra.

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Cristiani Azanha
crisazanha@jpjornal.com.br