Contrato atual vence em 6 dias e não pode ser prorrogado; Rai (PT) visita hoje a Divisão de Alimentação
Com o contrato emergencial da merenda para vencer em menos de uma semana – dia 18 próximo (quarta-feira) – a Secretaria Municipal de Educação ainda não tem em mãos a empresa que substituirá a Horto de Marataízes. O pregão aconteceu há 49 dias, em 24 de junho passado. Neste ínterim – entre nova versão de licitação e rodada de negócios – a cadeira de secretário passou por uma troca: Gabriel Ferrato assumiu a Educação pouco antes da negociação, em 21 de junho. A situação pode comprometer o fornecimento da merenda às escolas públicas já que, “por se tratar de um contrato emergencial, o mesmo não pode ser prorrogado”, informou a assessoria da Pasta.
A administração municipal informou ontem (11) que a contratação não foi concluída. “A prefeitura aguarda a finalização do processo licitatório para anunciar a empresa vencedora. No momento, o processo da nova contratação encontra-se no Setor de Compras para análise das propostas feitas no pregão.” Por ora, o fornecimento de alimentos ao ensino público prossegue com o contrato emergencial. “A empresa Horto de Marataízes possui o cronograma enviado pela DAN (Divisão de Alimentação e Nutrição) e deverá cumpri-lo até o último dia de contrato.” O contexto pelo qual passa a merenda na cidade é complexo. Na Câmara Municipal, o contrato antigo com a Nutriplus é foco de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). O contrato sem licitação com a Horto, de R$ 16,51 milhões, e o da Nutriplus estão sob análise do Ministério Público.
VISITA A vereadora Rai de Almeida (PT) fará uma visita hoje, às 15h, à Divisão de Alimentação e Nutrição. Ela estará acompanhada do secretário de Educação, Gabriel Ferrato. No último dia 5, Rai foi recebida por Ferrato no gabinete da secretaria e, diante da ocasião da reunião, o JP indagou à assessoria da parlamentar sobre possíveis desdobramentos do encontro. Em resposta, a equipe informou à reportagem que um novo encontro estava agendado para uma verificação in loco sobre a qualidade e entrega dos produtos às escolas públicas da cidade.
Cristiane Bonin
cristiane.bonin@jpjornal.com.br
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