Não raramente nos perguntamos até onde devemos ir em determinada situação ou com determinada pessoa. Da mesma forma, é cada vez mais comum nos depararmos com relações abusivas, violência ou, então,somos surpreendidos por atitudes estranhas ou incoerentes de pessoas que antes estavam “acima de qualquer suspeita” (para nós). Quem já não se frustrou com alguém próximo ou até famoso? Vamos entender tudo isso como preparação para o tema de hoje.
Em primeiro lugar, é importante aprender que, em se tratando de ser humano, não é seguro navegar na previsibilidade. Se você praticar isso, certamente deixará de se surpreender negativamente ou mesmo sofrerem muitas situações.Entretanto, o que mais tem criado verdadeiros labirintos emocionais nas pessoas é o que chamamos de “apego”.
Do nascimento à morte precisamos das pessoas. Não podemos ficar alheios a essa verdade (mesmo que os orgulhosos insistam em querer driblá-la). O “problema” surge com a dependência, o vício e perde seu teor verdadeiro e equilibrado, se tornando - na maioria dos casos – o combustível da ansiedade, da depressão, dos transtornos e de tantos outros problemas.
Portanto, caro leitor, veja a importância de entendermos, inicialmente, que cada um tem sua história, suas crenças, sua construção psíquica e ninguém é igual a ninguém.
Uma criança que na infância recebe apoio e proteção para os momentos de decisão, ou seja, recebe uma educação mental, terá enormes chances de ser um adulto equilibrado, seguro, confiante e pronto para gerir com autonomia e eficiência as adversidades que terá no decorrer da vida. Mas existem também os que transferem para as crianças e adolescentes suas ansiedades, problemas, preocupações e, pelo conjunto de tudo isso, vemos consultórios de terapia e psiquiatria cheios de adultos (e jovens) que não conseguem romper com essas “informações” recebidas ao longo da vida. Mas parabéns para eles, pessoas que entendem o valor e a importância do reconhecimento e da busca de ajuda para a transformação, enquanto há tempo para ela.
Infelizmente, há muito vazio emocional e muita falha nos processos de educação da emoção, e, automaticamente, o psíquico vai em busca de “soluções”, “substituições”, “preenchimentos desses espaços”; só que os resultados estão aí pelo mundo, para não deixar nenhuma dúvida sobre a reflexão de hoje. Pessoas confusas sobre o que são e o que querem. Pessoas que não conseguem ser merecedoras, não se sentem capacitadas, pessoas que querem receber, mas não conseguem oferecer proporcionalmente. Insegurança, solidão, apego, desesperança. Gestores exigindo além do que podem de suas equipes, achando que estão fazendo um “bom serviço”, mas, na verdade,inibindo potenciais. Pessoas “viciadas” em alguém, com medo de perder este “suporte” que, logicamente, está sendo um subterfúgio para preencher algum vazio ou tentando resolver algo que não foi resolvido em sua história psíquica.
Se você se encontra em algumas dessas situações, não hesite em buscar ajuda para a solução. Todos nós somos produto de nossa história e, se quisermos corrigir algo, temos que mexer nisso, com coragem e atitude.
“Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las”. (Sêneca)
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