08 de julho de 2026

Posicionamento e narrativas das mulheres têm transformado empresas

Por alex rodrigues |
| Tempo de leitura: 3 min

A presença feminina dentro de grandes empresas tem ganhado espaço, ainda mais quando elas se tornam líderes e causam impacto por meio da implementação de novas estratégias. É fundamental pontuar ainda que a busca pela igualdade de gênero e empoderamento feminino é pauta da ONU em seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e as conquistas são visíveis conforme a proposta avança. 

Segundo Carolina Ultimara, CEO da Eureca, a visão feminina deixou de ser interligada à sensibilidade da mulher e passou a ser considerada às suas pluralidades.

“Está mais do que provado, por diversos estudos, que empresas lideradas por mulheres de diferentes perfis têm mais resultados financeiros a médio e longo prazo. O que não está apenas na visão feminina, mas nas visões diversas de como resolver um mesmo problema, o importante é usarmos nossa autenticidade. Não precisamos ser um único perfil e está tudo bem”, comenta a Carolina.

Stephanie Crispino, CEO da Tribo Global, consultoria na área de cultura organizacional e desenvolvimento humano, conta que lidera com mais foco no acolhimento; e isso faz com que ela também reconheça a necessidade de união da energia tanto feminina quanto masculina que existem em todas as pessoas.

“Vejo que a energia masculina apoia muito, inclusive complementando a energia feminina, por exemplo: no cuidado com o time, valor feminino, busco formas de também alinhar as pessoas para compreender as diretrizes que estamos seguindo, aproveitando a assertividade, valor masculino. Quando consigo fazer isso, crio um espaço mais próspero”. Explica Stephanie.

Implementação da liderança humanizada e voz às mulheres

Através da liderança humanizada e voz das mulheres, a Tribo Global realizou ano passado um trabalho abordando, especificamente, a presença das mulheres nas empresas e para que esse trabalho continue sendo realizado, é preciso que as instituições estejam comprometidas com a causa e que a cultura interna seja solidificada.  

“É importante que as mulheres de fato reconheçam a potência que podem causar no mercado. Essa busca demonstra que as empresas estão olhando isso e precisam trabalhar a cultura para que seja mais diversa e inclusiva, junto com a entrada das pessoas. Caso contrário, trarão as pessoas sem ter a cultura necessária para que isso se sustente”, explica Stephanie.

Este tipo de proposta colabora para a autoconfiança feminina no ambiente de trabalho, mas para isso acontecer, muitos paradigmas são quebrados, principalmente quando se trata de um cargo de liderança.

“Sempre tive um perfil de exigência e toda exigência que fazemos pra fora tem o dobro pra si, fomos educadas a buscar uma espécie de perfeição. Hoje eu quero me ver corajosa, independente dos erros. Olhar para as coisas e assumir riscos inteligentes, falar abertamente sobre os erros têm um ponto vital para se permitir errar e assim permitir que as pessoas errem também.  É muito confortável estarmos em silêncio com medo de falar algo, prefiro errar do que o conforto”, conta Carolina. 

De acordo com Caroline, a representatividade dentro da empresa é o reflexo que acontece na liderança delas, sendo assim, um desafio que precisa ser percorrido e vencido.

“Como colocar um time diverso na base se não olhamos a liderança? Isso não é inclusão. Eu preciso fazer com que todas as pessoas tenham opção de competir por espaços. Quanto mais diversidade, mais diversidade”, explica.

Para isso acontecer é preciso ter uma liderança humanizada, por isso a Stephanie explica que para isso entrar em vigor, está atralhada ao fato de que se olha para “quem” se empreende com consciência. “Empreender é não só o que farei, mas a forma como farei, para quem estou olhando quando estou empreendendo e como estou entregando valor para essas diferentes pessoas envolvidas no negócio desde o time, aos clientes, fornecedores, parceiros e comunidade”, finaliza a CEO da Tribo Global.

Da Redação

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