Um decreto assinado em dezembro pelo então prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), criou – em plena pandemia de covid-19 – 11 novos pontos fixos de comércios ambulantes na cidade. De acordo com o documento editado em 21 de dezembro, foram autorizados oito pontos no Parque do Quilombo, em Santa Teresinha, com metragem de dez metros quadrados cada e outros três pontos na praça João Zago, localizada entre a avenida Dr. Eulálio e a rua José de Souza Gomes Coelho, na região central, com a mesma metragem.
Ainda de acordo com o decreto, caberia à Semtre (Secretaria Municipal do Trabalho e Renda) a avaliação quanto à metragem a ser ocupada e o tipo de equipamento permitido para cada atividade autorizada, em conjunto com o Comitê de Avaliação de Pontos.
Dois dias após a autorização, o tucano assinou decreto seguindo as determinações do Governo do Estado endurecendo as regras de combate ao coronavírus durante os feriados de fim de ano.
Em seis dias do Natal e Ano Novo, somente os serviços essenciais funcionaram na cidade.
A medida do Estado colocou todas as regiões em alerta devido à evolução de casos, internações e mortes em decorrência da covid-19.
O decreto da prefeitura foi publicado no Diário Oficial do dia 23. Com a medida, Piracicaba voltou para a fase vermelha, a mais restritiva do Plano SP, nos dias 25, 26 e 27 de dezembro, feriado prolongado de Natal, e nos dias 1º, 2 e 3 de janeiro, após o réveillon. Durante os dias de restrição, somente atividades essenciais puderam funcionar.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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