09 de julho de 2026

Crescimento de lojas físicas da Cacau Show

Por Antonio Carlos Giuliani |
| Tempo de leitura: 3 min

Na hora de investir no comércio, principalmente no varejo, a loja física e a loja virtual são as opções mais comuns de canais de venda. Existem semelhanças e diferenças entre o varejo físico e o virtual às quais você deve ficar atento e considerá-las para escolher qual deles é o mais apropriado a seu negócio. Enquanto o varejo virtual cresce de forma exponencial pela praticidade e conveniência de comprar, o varejo físico dirige sua atenção para o ponto de venda (PDV), com objetivo de criar uma experiência inovadora de interface e contato mais próximo entre o cliente e a marca, pois é nesse local que a relação entre essas duas partes se efetiva.

Uma estratégia de marketing voltada para ele precisa considerar as preferências do público e de muita atenção para acertar em cheio as estratégias de vendas. Com a grande disputa entre ambos os tipos de varejo, quem não se preocupa com a personificação do PDV pode perder espaço e, consequentemente, dinheiro. Por isso, ter uma estratégia focada nele faz muita diferença no relacionamento da marca com seu público, sem contar que a criação de uma identidade visual que transmite o conceito do negócio reforça seu posicionamento.

Há uma série de fatores que merecem atenção para as estratégias poderem alcançar seus objetivos. O primeiro passo é conhecer bem o relacionamento com o cliente, pois isso possibilita que a proposta da marca seja apresentada de maneira conveniente. Saiba que, quando se fala de PDV no varejo, automaticamente os responsáveis pelo marketing já pensam em jogo de luzes, disposição de produtos, banners, vitrine, promoções e climatização, por saberem que tudo isso diz respeito à identidade visual do negócio, a qual reúne elementos fundamentais para a decisão de compra.

Muitas pessoas resolvem fechar negócio apenas quando estão com o site aberto ou dentro da loja física. Mesmo num contexto de pandemia em que o varejo investiu no virtual como forma de manter vendas e ganhar credibilidade, para contornar a não ida do consumidor ao PDV, a maior rede de chocolates finos do Brasil, a Cacau Show, não desacelerou seus planos de investir em lojas físicas e trabalhar o PDV.

De acordo com seu fundador, Alexandre Costa, “existe uma avenida grande de crescimento no Brasil e queremos abrir 500 lojas em 2021”. A rede atualmente possui mais de 2.400 unidades. A trajetória completa do empreendedor – que começou vendendo chocolates aos 17 anos com dinheiro que pegou emprestado de seu tio – teve início em 1988. Ele vendia suas trufas e bombons em padarias, pequenas lojas e, depois, até em supermercados e atacados de São Paulo.

A Cacau Show ganhou escala quando decidiu investir na abertura de lojas a partir de 2001, e toda a expansão foi realizada com capital próprio. Sua estratégia de expansão para 2021 revela a abertura de cerca de 15 super ou megastores, como Costa chama as unidades acima de 100 metros quadrados que está investindo com o capital da companhia, e as demais lojas devem ser franquias.

Além do modelo convencional e do quiosque, a empresa lançou recentemente um novo modelo de operação, as lojas containers, que requer um investimento menor do franqueado, a partir de R$ 59.900. Para Costa, essa modalidade de PDV é uma oportunidade para a empresa crescer em cidades que têm entre 10 mil e 20 mil habitantes. O varejo físico pode não ser mais uma tendência em constante expansão, mas ainda faz parte dos hábitos de consumo do País.

O cliente pode associar o ato da compra no PDV a um momento de diversão, prazer e satisfação pós-compra quando deixa o estabelecimento com o produto em mãos. Cabe destacar que, associado ao e-commerce, os negócios físico e virtual, podem ser alavancados em conjunto, caso a empresa saiba aplicar as estratégias corretas. O segredo da estratégia de marketing é saber o que seu público deseja e quais necessidades pretende atender, ainda que estejamos na era digital.