09 de julho de 2026

Piscina municipal com água parada das chuvas preocupa moradores

Por edicao_jp |
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As fortes chuvas registradas nos últimos dias não causaram alagamentos, no entanto há locais em que essas águas se acumularam, acendendo o sinal de alerta. No Bairro Alto, moradores de um prédio no entorno do Complexo Aquático “Dr. Samuel de Castro Neves” relataram que um dos tanques, em obra das piscinas, desde então está com água com barro parada e o temor é que seja um potencial criadouro de dengue.

Como alerta Gisele Santos, que mora nas proximidades, sol, calor e chuvas passageiras são elementos típicos da estação mais quente do ano. “O ambiente propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya”. Segundo a munícipe, a obra das piscinas parece que está parada desde o final de 2020.

E água parada suja, como explica o médico infectologista Tufi Chalita, é sim perigo à proliferação da dengue. “O mosquito da dengue prefere água limpa, mas pode posar e desovar também em água barrenta. Ou seja, sim, existe a possibilidade de transmissão em um cenário como este da obra da piscina”, afirma o profissional de saúde.

Sobre a situação, a Prefeitura, por meio da assessoria de imprensa da Semob (Secretaria Municipal de Obras), a reconstrução das piscinas do complexo aquático, que começaram em 23 de julho do ano passado não pararam e ainda está dentro do prazo de entrega – 180 dias, desde o início da execução das obras.

“O acúmulo de água ocorre devido ao grande volume de chuvas quase que diárias dos últimos dias e, também, porque é necessário manter os ralos fechados para que restos de materiais de construção não entrem pelo cano e comprometam a construção”, afirma a pasta. Ainda em nota, a Semob também informa que já pediu que a empresa responsável pela obra faça o esgotamento dessa água sempre que houver acúmulo.

Erick Tedesco

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