08 de julho de 2026

Comércio e indústria desejam produtividade e novas relações

Por edicao_jp |
| Tempo de leitura: 3 min

É certo que 2021 vai trazer velhos e novos desafios ao comércio e para a indústria de Piracicaba, no entanto, a expectativa de entidades é de um ano também de muita produtividade e novas relações com o consumidor.

Para ao presidente da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), Luiz Carlos Furtuoso, o comércio pode se organizar para criar novas formas de se relacionar com o cliente. “O cliente, hoje, quer várias formas de fazer comprar. É uma possibilidade de ter mais proximidade com o consumidor, da forma que ele quer ser atendido”.

Os horários de funcionamento do comércio e um novo eventual lockdown, no entendimento de Furtuoso, vão determinar a dinâmica e o ânimo do setor em 2021. “E ficaremos atentos a estas normas que o governo estadual vai impor para o funcionamento do comércio durante esta pandemia”.

O principal impacto no relacionado entre lojistas e consumidor, destaca Furtuoso, e que ele já aponta como uma tendência para 2021, é mesmo o aumento de opção de atendimento. “No entanto, a partir do momento que volta ao atendimento presencial, percebe-se uma retomada deste relacionamento. Evidentemente que teremos que nos adaptar, porque o distanciamento social perdura. Dependerá do setor em estabelecer formas criativas de atendimento e atendê-lo da forma que ele quer ser atendido”.

O desejo de Furtuoso é de um 2021 de esperança e segurança. “O consumidor gosta do contato com pessoas onde ele frequenta. Quando normalizarmos, principalmente com vacina e menos risco de contágio, vamos retomar a proximidade. Faz toda a diferença, seja para o comércio como para o funcionário do setor varejista”, finaliza.

Itacir Nozella, presidente do Sincomércio Piracicaba, também afirma que o comércio deve investir em novas formas de vender e se relacionar. “Ficou claro que somente as lojas físicas não são mais suficientes para manter os negócios funcionando. É necessário investir em vendas online, redes sociais, Whatsapp e sistema de entregas, além de treinamento para os funcionários consigam atender essa nova realidade”.

Para Nozella, a expectativa para a economia em 2021 é positiva em números, mas cautelosa em relação aos desafios que enfrentaremos. “É positiva em números, pois espera-se que o PIB do País cresça entre 2,5% e 3%, dada a base fraca de comparação, devido ao desempenho negativo de 2020. A cautela se baseia na realidade difícil do ambiente fiscal, dada corrosão das contas públicas, na expectativa de crescimento do desemprego e no encerramento das medidas econômicas emergenciais”.

Reinaldo Pousa, presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Piracicaba, espera que, ainda em meio à pandemia, o setor do comércio continue recebendo apoio dos governos estadual e federal. Mencionou, inclusive, a importância em estender o auxílio emergencial. “Vai surtir um efeito grande na economia”.

Mas o presidente da CDL revela um temor para 2021. “Temos que lojas não preparadas para enfrentar a extensão desta crise possam fechar. Pode ser que, até março, mais um número de lojas tradicionais da cidade fechem suas portas”.

Segundo Pousa, a CDL vai continuar neste novo ano a pedir ponderação ao lojista em relação a grandes investimentos. “Se o comércio for prejudicado, mais uma vez, com outras restrições de funcionamento, principalmente os micro e pequenos podem ser muito impactados. Buscamos, então, orientar os lojistas. Em janeiro, oferecemos cursos para se preparar mediante a crise”.

INDÚSTRIA
Euclides Baraldi Libardi, presidente do Simespi (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras), ressalta que reinvenção e inovação, assim como em 2020, marquem o setor em 2021. “Alguns fatores foram e continuam sendo primordiais como qualidade dos produtos, foco no pós-venda, criatividade e resiliência”.

A expectativa é de um ano positivo e com boas perspectivas de crescimento. No entanto, com desafios. “O alto custo da matéria-prima, a relação complicada
com fornecedores, a falta de insumos e, também, o aumento e as variações do ICMS-SP podem ter impactos na atividade industrial”. Mesmo diante destas situações, ele completa, o setor industrial continua lutando para atender aos pedidos e a manutenção dos postos de trabalho.

Erick Tedesco

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