O prefeito Barjas Negri (PSDB) descartou editar decreto mantendo a cidade na fase vermelha durante o fim de semana do Réveillon. A solicitação Apaflar (Associação Piracicabana da Alimentação Fora do Lar) era para que o prefeito mantivesse a cidade na fase amarela para que bares e restaurantes pudessem funcionar. Ontem, um grupo de empresários do setor foi até a prefeitura para entregar um ofício ao tucano explicando os motivos da abertura dos estabelecimentos.
Sem conseguir falar com a equipe do prefeito eleito Luciano Almeida (DEM), o grupo procurou Barjas Negri para a abertura dos estabelecimentos contrariando o decreto do Governo do Estado que determinou o retorno à fase vermelha do Plano São Paulo nas festas de Natal e fim de ano. Na conversa, o secretário de Administração e membro do grupo de trabalho da covid-19, Evandro Evangelista, disse que a prefeitura compreende as dificuldades da categoria, mas há uma hierarquia na política sanitária em São Paulo e Piracicaba não pode descumpri-la.
“Além disso, o Ministério Público acompanha atentamente todas as informações sobre a evolução da pandemia, não podendo haver um vacilo dos agentes públicos em descumprir o decreto estadual, porque isso implica em multas ao município”, informou.
Evangelista lembrou que desde o início da pandemia, a prefeitura tem seguido as determinações do Plano São Paulo e o seu descumprimento pode provocar o aumento no número de casos da covid-19 e mais mortes. Ele disse que tentou protocolar o pedido da Apaflar com a chefe de gabinete de Luciano Almeida, Daniela Molina, mas não conseguiu.
Já o prefeito Barjas Negri destacou que, neste momento de crescimento do número de pessoas infectadas e de mortes no País, inclusive em Piracicaba, não poderia descumprir o que “está no decreto estadual. “O meu compromisso sempre foi com a vida das pessoas”, afirmou em nota.
O presidente da Apaflar, Milton Martins, disse que “a associação entende perfeitamente que a vida está acima de tudo, mas lamenta que critérios técnicos e capacidade de leitos na cidade não sejam considerados para manter tal decisão”.
“Espero que a próxima gestão utilize de embasamentos criteriosos e não apenas seguir um decreto estadual sem ao menos ter verificado se a cidade oferecia condições para se manter na fase amarela”, acrescentou.
Beto Silva
beto.silva@jpjornal.com.br
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