Após longo período de estiagem, com a chegada das chuvas, o Rio Piracicaba se enche e alegra os piracicabanos. De acordo com a Defesa Civil, nesta quarta-feira (30), o nível do manancial é de 2,30 metros, acima da média histórica para dezembro, que é de 2,05 metros. A estação do Daee (Departamento de Água e Energia Elétrica) na cidade já registrou níveis que variaram de 1,16 a 3,02 metros neste mês. O maior nível apontado nessa parte do rio, segundo o Departamento, ocorreu em dezembro de 2009, com 5,86 metros.
“O rio, como falo, é a alma do piracicabano, se está cheio, bonito, o piracicabano fica feliz. Mas se o rio está baixo, aparecendo as pedras, a água escura, [não]. O rio é diretamente ligado à satisfação, alegria do povo piracicabano. Você percebe que a cidade inteira fica mais feliz quando o rio está cheio. O rio está feliz hoje”, comenta o presidente do Instituto Beira Rio, Luís Fernando Magossi, conhecido como o Gordo do barco.
LEIA MAIS:
José Cézar Saad, coordenador de projetos do Consórcio PCJ, conta que os volumes de chuva deste mês na bacia PCJ e do Sistema Cantareira estão próximo da média histórica. “Isso tem ocasionado aumento nas vazões dos rios, que passam a ter volume maior de água. Nos últimos anos, a média das chuvas durante os meses do ano, de uma maneira geral, estão muito abaixo da média histórica”, explica.
De acordo com o Departamento de Meteorologia da Esalq/USP, a média histórica de chuva na cidade é de 198mm e até às 18h de ontem (29) choveu 118 mm.
“Com isso, nós vamos ter vazões nos rios dentro das médias ou próximos delas e também na expectativa de recuperação dos níveis dos reservatórios do Sistema Cantareira”, afirma.
Magossi lembra que estamos na Piracema. “Nós estamos de 1º de novembro a 28 de fevereiro na Piracema, então os peixes sobem para desova. Graças a Deus o rio subiu. A Piracema está dando certo. Tem que conscientizar as pessoas, porque agora não é época de pesca”, comenta.
A Defesa Civil informa que o Rio Piracicaba entra em estado de atenção quando atinge o nível de 3,20 metros. As próximas fases são de emergência (4,20 metros) e extravasamento (4,70 metros).
Andressa Mota | andressa.mota@jpjornal.com.br