08 de julho de 2026

Prevenção também vale para pets

Por edicao_jp |
| Tempo de leitura: 2 min

Novembro azul, como se sabe, também é o mês da campanha de conscientização e prevenção contra o câncer de próstata, mas, não são só os humanos que precisam passar por exames preventivos. Também é válida para os pets, já que atinge cães e gatos.

O médico veterinário Bruno Tammenhain informa que apesar da incidência de casos ser baixa em pets, as neoplasias prostáticas podem apresentar comportamento agressivo e de rápida evolução, além disso, é uma doença que acomete mais os cães do que os gatos, principalmente os que têm idade acima dos oito anos. “O tumor apresenta grau de malignidade agressiva e de rápida evolução em cães, causando metástases, ou seja, afetando vários outros órgãos como linfonodos regionais, pulmões e ossos”, diz o especialista.

Em razão disso, os tutores precisam se atentar aos primeiros sintomas, como os relacionados ao trato urinário. “Um alerta importante é prestar atenção ao comportamento do animal, observando se ele tem dificuldade para urinar, incontinência urinária, sangue na urina ou, ainda, dificuldade para defecar, além de dor, perda de peso, apatia e até dificuldade de locomoção”, orienta.

Adicionalmente, o especialista informa que, ao contrário do que acontece nos homens, o câncer prostático em cães parece não ser hormônio-dependente, ou seja, acomete com maior ou menor frequência cães que sejam castrados ou não. “Porém, a castração sempre é indicada para diminuir o risco de doenças prostáticas, sendo elas neoplásicas ou não”, indica o veterinário.

De maneira geral, a principal recomendação do especialista é para que os tutores levem o animal periodicamente ao médico veterinário.

‘O diagnóstico é simples e rápido, iniciando pela avaliação clínica do profissional. Por meio de uma palpação prostática já é possível evidenciar alterações anatômicas do órgão”, explica Bruno, alertando também que o diagnóstico tardio diminui consideravelmente as chances de sobrevida do paciente em razão da rápida evolução da doença. Havendo indícios de que há alterações, o médico veterinário poderá solicitar exames para diagnosticar a doença e o tamanho do tumor.

“Normalmente são solicitados alguns exames de imagem como ecografia, radiografia abdominais e tomografia computadorizada. Em alguns casos, é solicitada também uma biopsia e análise histopatalógica para confirmação do diagnóstico”, complementa o especialista.

Medicamentos manipulados

Existem vários tipos de tratamento para as neoplasias, porém quando há indícios de metástase, estancar a evolução é mais difícil. “A cirurgia e a radioterapia estão entre os tratamentos indicados que podem trazer benefícios e sobrevida. Por se tratar de uma doença agressiva e sistêmica, um aspecto importante do tratamento é a terapia de suporte, com a prescrição de polivitamínicos, anti-inflamatórios, estimulantes do apetite e analgésicos, já que o pet pode ficar debilitado e com falta de apetite”, informa Bruno.

Da Redação

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