Neste sábado (17), a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) realiza assembleia para debater greve dos professores contra a volta às aulas presenciais. A reunião será das 9h às 12h nas redes sociais da entidade e visa reunir professores, estudantes, pais, mães, funcionários e a população em geral.
De acordo com o sindicato, o objetivo é mobilizar a categoria e a sociedade contra a volta às aulas no Estado. Ao citar pesquisa nacional realizada em setembro, a presidente da Apeoesp, deputada estadual professora Bebel (PT), afirma que a entidade está “em sintonia com o posicionamento da sociedade”. “Levantamento do Instituto Datafolha mostra que 72% da população são contra o retorno às aulas presenciais. Portanto, trata-se de uma luta social, que transcende a nossa categoria”, afirma.
De forma simultânea serão realizadas assembleias nas demais macrorregiões do estado. “Se o governo insistir com o retorno das aulas presenciais, temos que deflagrar greve e é isso que vamos debater com os professores e professoras, assim como com a comunidade escolar e com a população”, afirma a deputada.
De acordo com nota da entidade, a Apeoesp realizou levantamento o qual mostra que mais de 360 municípios paulistas decidiram por não retornar às aulas em 2020, “em todas as redes municipal, estadual e privada, enquanto que outros 35 decidiram que as aulas não retornam na rede municipal”.
“Não tem como retornar às aulas presenciais enquanto o platô do coronavírus continuar alto. Isso colocará mais de 8 milhões de pessoas nas ruas e a propagação da doença, certamente, voltará a crescer”, analisa a deputada.
Questionada sobre o descontentamento de parte dos professores quanto à volta às aulas presenciais, a Seduc (Secretaria do Estado de Educação) afirmou que o retorno não é obrigatório tanto para alunos quanto para professores, que podem continuar a exercer a profissão de forma remota.
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Andressa Mota
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