09 de julho de 2026

Lideranças debatem políticas públicas às comunidades

Por edicao_jp |
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Para construir propostas de políticas públicas de igualdade e ações afirmativas para a comunidade negra de Piracicaba, diversas lideranças de movimentos sociais da cidade participam do bate-papo “A Cidade que Queremos” realizado pelo Sesc Piracicaba em parceria com a Casa do Hip Hop hoje (24), às 19h30 de forma virtual. Os interessados em participar precisam fazer inscrição até às 15h pelo site selecionando a unidade de Piracicaba.

De acordo com Birajara Cristiana de Barro Sabino, coordenador da Casa do Hip Hop, o objetivo do evento é reunir em uma carta – que será entregue aos partidos políticos da cidade – propostas nas áreas da saúde, educação, direitos humanos, meio ambiente, esporte, moradia, mercado de trabalho, cidadania, ações de combate ao racismo, além das questões específicas das mulheres e da comunidade LGBTQI+.

“A gente vai trazer várias propostas para que possa construir uma agenda de discussão com todos os movimentos negros da cidade”, explica Sabino.

Entre os temas já discutidos pelos movimentos, segundo Sabino, é a falta de uma política pública de saúde na cidade voltada à comunidade negra, com ações de combate à anemia falciforme, por exemplo, que é considerada um problema de saúde pública pelo Ministério da Saúde pela grande incidência sobre a população negra e parda do país.

O bate-papo terá a mediação de Antonio Figueiredo Junior. Além de Sabino, participam da conversa Márcia Aparecida Lima Vieira, da área da educação; Julia Madeira, sobre a importância da cultura negra dentro da cidade de Piracicaba; Silvana Veríssimo, com o recorte das mulheres enquanto cidadãs; Marcus Mendes, abordando o esporte como forma de buscar igualdade e referências para jovens negros por meio de projetos que os acompanhe da infância à universidade; contramestre Vaguinho EPCA, que aborda articulação do movimento negro como coletivo.

“Precisamos de negros nos cargos, principalmente nas empresas, nos cargos públicos de evidência, para que a molecada possa ter enquanto referência de possibilidade”, reflete Sabino.

Andressa Mota