Há 19 dias em greve, os funcionários dos Correios ainda estão longe de chegar a um denominador com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. De acordo com o Sintectca (Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas e Região), o movimento ganhou força nesta semana, no entanto, um dos representes da entidade, Mauro Aparecido Ramos, apenas disse que cerca ainda buscam retirar mais 13% do efetivo nas agências.
Na quarta-feira (2) à noite, a ministra Kátia Arruda, do TST (Tribunal Superior do Trabalho), deferiu parcialmente uma liminar ingressada pelos Correios para que a greve dos trabalhadores fosse considerada abusiva. A magistrada deferiu parcialmente a liminar e determinou que seja mantido o contingenciamento mínimo de 70% dos funcionários.
O sindicalista afirma que o Sintectca não acatará a liminar. “A empresa disse apenas 17% dos trabalhadores estavam parados. Nosso objetivo é retirar mais trabalhadores, enfatiza Ramos. Ontem, o JP recebeu uma denúncia de Jonathan Felipe Pivetta, que reclama da demora para receber a encomenda.
A peça de carro, um pedido para atender um cliente está atrasada desde 28 de agosto. De acordo com os comprovantes, o Correios, após não cumprir a entrega, deu um novo prazo, que expira hoje. “E a fila nos Correios dobra o quarteirão. Trabalho e não posso perder tanto tempo na fila”.
Segundo os Correios, a adesão da greve é “baixa”. “A empresa aguarda o retorno dos trabalhadores que aderiram à paralisação parcial o quanto antes, cientes de sua responsabilidade para com a população”, responderam em nota.
Erick Tedesco