A cidade de Piracicaba fechou o primeiro semestre com menos 2.897 postos de trabalho. O saldo negativo é resultado das demissões, no período, no comércio, na construção, na indústria e em serviços. Nos seis primeiros meses deste ano, a agropecuária foi o único setor da cadeia produtiva que fechou com saldo positivo de empregos, foram 782 contratações.
A pandemia do novo coronavírus é apontada como a responsável pelo desempenho negativo do mercado de trabalho. Desde o início da crise na saúde, em março, o mês de junho foi o que registrou menos demissões.
De acordo com os dados divulgados ontem pelo (Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, em Piracicaba, o saldo de demissões foi de 204, ante as 1.756 de maio e as 1.762 de abril.
“Foi o mês menos pior”, na definição do gerente regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Piracicaba, Homero Scarso.
Em junho, de acordo com o Caged, as admissões foram 2.280, no total ante os 2.484 desligamentos. O setor com maior saldo negativo, 205 postos a menos, foi a indústria, conforme o levantamento, com 503 contratações e 708 demissões.
O setor de serviços também contribuiu para o saldo negativo, com menos 133 postos, resultado de 827 admissões e 960 desligamentos.
O comércio, por sua vez, contabilizou 532 contratações e 621 demissões, portanto, 89 postos de trabalho a menos. Já a agropecuária contribuiu positivamente para os dados, com 219 admissões e apenas sete demissões, resultando em um saldo positivo de 212 postos.
CAUTELA
Para o gerente regional do Ciesp em Piracicaba, a recuperação dos empregos no período de pandemia deve levar de 12 a 24 meses.
“A indústria, bem como outros setores, está se adaptando à nova realidade e os empregos perdidos, levarão um bom tempo para que possam em parte serem recuperados, de médio a longo prazo, ou seja, de 12 a 24 meses pelo menos”, afirmou.
Scarso acredita que o agronegócio manterá a tendência de bons resultados na economia, enquanto os demais setores produtivos retomarão gradativamente.
“Como tudo é novo, o setor industrial está cauteloso, pois dependemos de uma série de fatores internos e externos para uma retomada mais robusta, exceto o setor do agronegócio que também em outras oportunidades, deverá trazer melhores resultados para sua cadeia produtiva”, acrescentou.
Beto Silva